Mais um degrau.
Vencemos novamente, a primeira em casa e a primeira com virada de placar quando o gol do adversário, nos primeiros minutos, não abalou psicologicamente a equipe como vinha acontecendo.
É um momento promissor, devemos ter confiança no time, mas sem euforia de alguns vejo nas redes sociais e até aqui em comentários de leitores.
Sou um pouco como o personagem de José Hernandes, Martin Fierro, que dizia ““El diablo sabe por diablo / Pero más sabe por viejo”.
Em outras palavras, sei que a confiança despertada nos últimos dois jogos deve gerar otimismo, mas combinado com cautela. Temos ainda muito que caminhar para deixar a condição de meros figurantes ou coadjuvantes do campeonato. O time parece estar se ajustando, mas, sem desmerecer os resultados, não podemos esquecer que as vitórias vieram contra dois dos mais fracos times do campeonato.
Ver o Henrique jogando bem depois que falhou no gol do adversário não me convence do seu futuro, pois o passado próximo é recheado de falhas. Ver o Robson sendo escolhido o melhor em campo é surpreendente, um ponto fora da curva, e teremos que ainda vê-lo repetir a atuação para não ser aquele atacante que mais perdia do que fazia gols, confiemos.
Por outro lado, ver o desempenho estável do Natanael, do Diogo Batista, do Jamerson e do Marcelino Moreno foi um alento. A propósito, ainda não consegui entender porque o meia argentino sempre é substituído. Seria pela condição física?
Outro ponto positivo está sendo o técnico interino, que está mostrando saber ler o jogo no seu transcurso e mudar as peças de modo positivo. A fala do Zago sobre a qualidade dos jogadores foi determinante para a sua demissão, mas é inegável que deu uma sacudida nos brios do elenco que agora está nas mãos do Kosloski que parece ter conseguido equilibrar os ânimos.
Domingo teremos o que se chama de prova de fogo, enfrentando o Cruzeiro em Belo Horizonte onde, ao que lembro, nunca o vencemos. Se passarmos pelos mineiros com pelo menos um empate, ou quiçá uma vitória, certamente teremos a prova de que há evolução. Não será fácil, mas mesmo uma derrota, dependendo das circunstâncias, não deverá abalar a nossa confiança na recuperação do time. Sempre com os pés no chão e sem euforia, insisto.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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