Malucelli e o seu (e nosso) Coritiba.
Então, eu não ia voltar a escrever até que algo positivo acontecesse, mas eis que hoje veio um alento. O ex-presidente Joel Malucelli, um dos investidores na SAF Treecorp, veio a público para colocar o dedo em uma ferida, qual seja o comando do clube na parte do futebol, onde contratações inúteis se empilharam desde o ano passado, com nome e sobrenome de quem as fez ou endossou, o Carlos Amoedo, cujo currículo mostra rebaixamento com o Grêmio em 2021 e parece estar buscando dobrar a proeza no Coritiba.
Malucelli, múltiplo gestor de empresas e bancos, pessoa que não gosta de jogar dinheiro fora, deve ter visto dois dos seus interesses naufragando, o time para o qual torce e o investimento sob risco. E assim, com autoridade, “gritou” contra os desmandos na administração do nosso querido Coritiba.
Mais, trouxe ainda uma amostra de que as coisas não andam bem no vestiário ao revelar que o limitado Robson “não entra em campo sem receber uma fortuna”. Fiquei pasmo ao ler isso. Se o limitado – repito - Robson se acha nesse “direito”, é porque está muito mal encaminhado e administrado o que acontece internamente.
A solução, segundo o Malucelli, seria colocar o Autuori no lugar do Amodeo. Não sei se seria essa a melhor solução, mas sem dúvida ela passa pela saída do Amodeo e a manutenção do Autuori, seja no cargo em que está, ou seja em outro. Importante é dar uma sacudida na administração da SAF, até porque não se vê ou ouve manifestação dos dirigentes coritibanos que a integram, e seria bom que viessem a público dar satisfação à torcida, o que não é nenhum favor.
Devemos agradecer ao ex-presidente Malucelli por retratar o que quase toda a torcida sabe. A grita de um torcedor comum, ou mesmo de um colunista, quase não tem peso, é ignorada pela direção, mas o mesmo grito na voz de um ex-presidente, torcedor e investidor, deve ser recebido de modo diferente, como se espera. Malucelli, com a sua fala, pode estar sendo, guardadas as proporções e o contexto, uma espécie de Martin Luther King em luta pelo Coritiba.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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