Medo não ganha jogo.
Uma frase, atribuída ao Vanderlei Luxemburgo, e repetida muito por torcedores do Coritiba nas redes sociais, diz que “o medo de perder tira a vontade de ganhar". Essa lição me lembra dos tempos em que, jovem, treinava judô e o professor Makoto Yamamochi dizia que na prática do esporte o aluno deveria saber se defender, mas dar ênfase ao ataque, do contrário nunca venceria a luta. Ou, como diz o ditado popular, em frase que dizem seria de Napoleão, “a melhor defesa é o ataque”.
Infelizmente essa lição não foi dada ao treinador do Coritiba, que sempre comanda o time de modo defensivo. Ontem errou feio ao mexer quando estávamos ganhando e jogando bem, para recuar e se defender, substituindo um volante/meia que estava bem no jogo, por um fraco zagueiro, não demorando minutos para sofremos o gol de empate.
Aliás, a entrada do Morelli no lugar do Thalisson foi uma atitude incoerente pois, como o Jorginho disse em entrevista, com isso queria melhorar a defesa. Mas para tanto tirou um zagueiro (que estava mal, reconheça-se, mas é zagueiro) e colocou um volante medíocre.
O Brandão no lugar do Brumado, que sentiu cansaço pois há muito não jogava, mostrou-se um desastre – o rapaz tropeça nas próprias pernas. Como ele já mostrara que não tem muita afinidade com a bola, o treinador deveria ter optado por outro atacante, estando Eberth e Eryc no banco. Pior não seria.
Incompreensível ontem o Frizzo, que entrou em campo desligado e parecendo não querer jogar. Falhou também o Bruno Melo, os gols do adversário saíram em jogadas iniciadas no seu setor. E muito mal o Thalisson, que errou nos dois gols.
Destaque positivo para o Ronier, Brumado, Natanael, Vini Paulista, e mais uma vez o Pedro Morisco.
Deve ser ressaltado que foi um bom jogo, com muita emoção, e o Novorizontino é um bom time, mas mesmo assim esteve sob controle do Coritiba até a intervenção do Jorginho.
Enfim, estamos vendo a conquista do retorno à série A cada vez mais longe, improvável e praticamente impossível. Apesar dos discursos ilusórios do Jorginho, temos que procurar nos garantir na série B e suspirar para que no ano que vem tenhamos um elenco suficientemente qualificado, sobrando poucos dos que atualmente fazem parte da folha salarial do clube.
Notícia boa foi o terceiro cartão amarelo dado ao Robson, que assim pelo menos não participará da próxima partida a despeito de ser inexplicavelmente apadrinhado pelo Jorginho.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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