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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Nada de novo no front.

O título da coluna é uma alusão ao famoso livro com o mesmo nome, mas embora quase nada tenha a ver com o conteúdo da obra o nome me veio à mente por ver ontem um Coritiba que apresentou o que dele infelizmente se esperava.

Pois é, após uns primeiros minutos jogando bem, de igual para igual, aos poucos o Coritiba foi se apequenando e dando campo ao Internacional que na segunda etapa dominou o jogo completamente e sua competência e esforço foram recompensadas com o gol da vitória.

Eu assistia ao jogo ao lado de minha esposa que, atenta, perguntou como um time que jogara razoavelmente bem a primeira etapa, na segunda, com os mesmos jogadores em ambos lados até certo momento, logo passou a ser dominado. Certamente a explicação poderia estar no vestiário, o técnico do Internacional soube mudar a opção tática, enquanto o treinador do Coritiba não.

E as substituições que fez não deram bom resultado. Ruy pedia mesmo para ser substituído, tamanha era a sua má atuação, mas Renê Júnior nada de melhor apresentou. E se o Robson não estava bem, a entrada do peladeiro e dono da bola Welissol foi um desastre. E o que dizer do Sassá, que chamou a atenção pelo fato de após um minuto de sua entrada fez jogada desleal e recebeu o cartão amarelo?

Ontem, em razão da inoperância dos substitutos, ficou confirmado que não temos elenco. O jogo retrato do sofrimento que nos aguarda no campeonato. Talvez com o retorno de alguns dos lesionados,e se o Neilton mostrar futebol, possamos ter um bom resultado aqui e ali para tentar a manutenção na série A. Triste condição de um clube centenário e até algum tempo vitorioso, que tem como meta tão somente não ser “expulso” do grupo de elite.

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Tenho lido aqui e nas redes sociais torcedores propondo que as eleições no Coritiba sejam antecipadas. Não é possível, o estatuto é claro no sentido de que sempre devem ocorrer na primeira quinzena de dezembro.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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