Não dá para exigir mais.
Sim, estávamos perdendo por 2 x 0 e conseguimos o empate; sim, a apresentação no primeiro tempo foi péssima e o time melhorou – dentro das suas possibilidades – na segunda etapa; e sim, depois da expulsão do deficiente zagueiro com nome – e comportamento - de boxeador (saindo rindo, do quê?) ainda conseguimos segurar o resultado. e até quase ganhar não fosse um gol claro perdido.
Mas comemorar um empate contra o modesto Criciúma é sinal claro de que nos reconhecemos pequenos e fracos. Nosso desempenho na primeira etapa foi abaixo de qualquer crítica, por pouco não saímos com três gols sofridos. Na segunda etapa houve significativa melhora da equipe e não fosse a furada do Bruno Moraes, atacante que não gosta de fazer gols, talvez vencêssemos, resultado que, na verdade, seria injusto com o Criciúma. De qualquer modo, penso que não era possível exigir mais desse limitado time. O empate acabou sendo resultado justo, pois o nosso time jogou e não jogou tanto quanto o adversário.
Apesar dessas limitações, ontem pelo menos se viu a maior parte do grupo com garra, talvez a única atitude que possa superar as suas deficiências técnicas. Com muita garra, mas com pouca bola dá para ter um bom resultado aqui e ali, embora a condição técnica seja bem mais importante. Mas como a série B deste ano é de acentuada baixa qualificação, talvez seja este o caminho para o nosso time, jogar com consciência das suas limitações e com bravura.
Enfim, continuamos na nossa triste sina, acompanhando e torcendo para um time que não inspira confiança. Matematicamente a classificação ainda é possível, embora ainda seja muito difícil a probabilidade.
Uma observação.
Ouvi a entrevista do Uillian Côrrea em uma de nossas emissoras de rádio. Pode ter pouca bola no pé, mas é muito bom de papo. Quem não assistiu ao jogo e ouviu a entrevista deve ter ficado com a impressão que o Coritiba foi exuberante no jogo. Parecia um candidato a governante em horário eleitoral prometendo o céu para os eleitores. Se jogasse bem como fala, seria um craque.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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