Não esperava mais do que vi.
Não me surpreendeu, pois difícil esperar mais de jogadores como Bruno Melo, David e Leandro Damião (será outro Ricardo Oliveira?), dentre outros. E não me surpreendeu também por ver – tal como já acontecia no ano passado - desde o início do jogo que se o Coritiba treina tanto deve ser um “rachão”, já que jogadas combinadas, distribuição correta dos jogadores em campo e futebol propositivo não são vistos. A primeira etapa de ontem foi uma apresentação ruim de chutes para trás e para os lados e sem a menor criatividade, ao ponto de não conseguirmos finalizar em gol uma única e escassa vez.
É certo que na segunda etapa o time melhorou muito, embora não o suficiente para vencer a limitada Ponte Preta, mas isso se deveu mais às substituições do ineficientes David e Leandro Damião por Lucas Ronier e Brandão, do que por alterações táticas combinadas no vestiário durante o intervalo.
O nosso ano será assim, o plantel está fechado e o casamento entre o treinador e a direção da SAF parece não sofrer riscos de findar. Mais uma vez teremos que suprir essas carências com a força da torcida nos jogos em casa.
A esperança que ainda há decorre de saber que na segunda divisão a bravura vale tanto ou mais do que a técnica e que não se vê, até agora, nenhuma equipe que se possa dizer seja favorita à classificação. Mais uma vez, dentre as tantas na última década, vamos viver de esperança, pois nosso coração de torcedor apaixonado não pode nos levar desde a se entregar. Quem sabe poderemos ser surpreendidos e o time se encaixe e jogue o mínimo para se classificar, embora o retrato do momento mostre que isso é difícil?
Oremos.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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