Não foi dessa vez.
Após uns primeiros minutos sem inspiração, na primeira etapa do jogo de domingo o Coritiba mostrou um bom futebol – pelo menos talvez considerado o nível do adversário – tanto que os números confortam isso, três gols e uma bola no travessão.
Fiquei animado e pensei comigo que finalmente poderia voltar a escrever uma coluna elogiosa ao time. Mas não foi desta vez, infelizmente.
Na segunda etapa o Coritiba entrou em campo como se fosse outro time, não sei se porque a criatividade dos jogadores se esgotou no primeiro tempo ou se as instruções do treinador no vestiário foram mal dirigidas. Cansaço físico por se tratar de retomada de temporada na pandemia parece-me que não é o caso. Fosse fator importante o Cianorte sofreria também e não teria crescido como cresceu e nos ameaçado de arrancar um empate.
Qualquer equipe mediana, terminando a primeira etapa com um folgado placar de 3 x 0, sabe no mínimo “administrar” o jogo, como se costuma dizer. Isso não é difícil, especialmente se for time que tenha um treinador atilado e que saiba organizar a equipe, ou, se não o tiver, pelo menos contar com atletas com liderança em campo para organizar o modo de jogar.
Um clube com a história do Coritiba, jogando contra uma equipe do interior que no mais das vezes não se sai bem nos campeonatos e vencendo com folga como estava, não deveria nem mesmo procurar “administrar” o jogo, mas sim continuar com um ritmo pelo menos próximo ao da primeira etapa, claro que com prudência para não causar desgaste e afastar risco de lesões.
A coluna elogiosa fica para outra vez.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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