Não valeu o ingresso.
Assim foi, por exemplo, na goleada de 6 x 0 que aplicamos no Palmeiras em 2011, cujos gols podem ser relembrados aqui. Igualmente, os mais velhos lembram bem, o jogo contra o Flamengo de Zico e companhia na semifinal do campeonato de 1980, no Maracanã, que perdemos por 4 x 3 mais atuamos de igual para igual como time de respeito que éramos. E é inesquecível o gol do Luís Freire, no mesmo jogo, classificado no Youtube como “O gol mais bonito do Maracanã”, que pode ser visto aqui e garanto que vale a pena.
Ao final desses jogos ou vendo essas jogadas, quem estava no estádio tinha vontade de sair e pagar outro ingresso.
Ontem, antes do jogo, eu conversava com o amigo Ricardo Honório e disse a ele que eu estava com palpite de que conseguiríamos um vitória e finalmente o Coritiba jogaria bem.
Que nada, palpite “furado", pois a torcida do Coritiba ontem sofreu violação de um direito básico do consumidor de futebol, qual seja o de assistir a uma partida minimamente aceitável e que levasse a alguma empolgação em um ou outro lance. O que vimos foram dois times, e o Coritiba ainda mais, sem qualidade, não criando chances de gol, pouco chutando contra a meta adversária, em um jogo em que até os impedimentos foram raros, dois do Sport e nenhum dos nossos atacantes.Um dos piores jogos do campeonato, sem dúvida.
Uma noite lamentável, tanto pela decepção do baixo nível do jogo como pela má atuação do Coritiba, que repetiu a performance que teve contra o Botafogo-SP, quando pelo menos achou um gol e passou o resto do tempo a se defender.
Talvez consigamos a classificação, mas as perspectivas não são boas. O time definitivamente é ruim e a tabela não se mostra propícia. A esperança é saber que as equipes que estão próximas a nós na tabela também são deficientes e talvez isso nos ajude. Enquanto isso, torçamos e oremos.
Ah, e se subirmos, que outros nomes comandem o clube no tocante ao futebol, pois a repetir esse elenco ou parte dele, no próximo ano teremos que lutar contra novo rebaixamento.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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