O anjo da guarda.
Ontem o Coritiba fazia uma partida apenas regular, não muito diferente das anteriores, mas com mais frieza e objetividade.
Destacou-se o Romércio, enquanto os demais se mantiveram praticamente no mesmo padrão, até que entrou o menino Nathan e que, em um único lance, completando um excelente cruzamento do Leandro Silva (em que pese tenha este protagonizado um lance bizarro e que está viralizando nas redes sociais), fez o que Bruno Moraes, Jonas Beluso e Alecsandro não conseguem fazer.
Foi marcante também, mas mais uma vez pelo aspecto negativo, o Willian Matheus que, além de falhas constantes que permitiram que nossa defesa estivesse em risco, no chamado apagar dar luzes cometeu um pênalti infantil, desnecessário, que alguém com má-fé poderia até pensar que foi proposital de tão grotesco.
Pronto, foi o que pensei naquele momento e certamente a torcida toda, mais uma vez o Coritiba sai na frente e mais uma vez vai ceder o empate ao final do jogo.
Mas o se o Willian Matheus é fraco e um quase suicida, ontem um anjo da guarda o salvou. O Wilson, que muitas vezes carrega o nosso fraco time nas costas, mostrou o seu valor defendendo um pênalti que, se convertido, seria fatal e nos afundaria ainda mais na crise que vivemos. Se houver pagamento de alguma gratificação pela vitória, o Willian Matheus deveria repassar o seu para o Wilson.
Leio críticas ao Bruno Moraes que nada fez de positivo e em cinco minutos conseguiu levar dois cartões que resultaram em expulsão. Pois eu achei que foi um bem para nós. Nada jogou, mas pelo menos conseguiu nos deixar sem o risco da sua escalação pelos próximos jogos, o que não deixa de ser uma forma de reforçar a equipe.
Pensando nas razões pelas quais o time cai tanto de produção na segunda metade do jogo não tenho dúvida de que se deve olhar para o preparo físico do grupo. Ontem, até o jovem Nathan perdeu uma corrida para o zagueiro adversário, do qual estava um corpo na frente quando ambos partiram.
Enfim, a vitória foi importante e um alento, vejamos se com o resultado o estado psicológico dos nossos fracos jogadores se altera para que pelo menos joguem o básico e não mais cometam erros grosseiros e não comprometam a equipe, especialmente na segunda etapa dos jogos. Vamos torcer para que as coisas melhorem.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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