O bigode do Natanael.
Falando do jogo de hoje, muitos se destacaram positivamente, como foi o caso do Bruno Melo, um gigante na zaga. Jamerson, que em jogos anteriores não vinha se saindo bem, hoje foi muito eficiente. Brumado mostrou que finalmente temos um jogador com faro de gol. Vini Paulista foi outro que jogou muito bem. E o Lucas Ronier entra nesta lista pelo belo gol que fez. E os demais, se não se destacaram certamente não comprometeram, a despeito de duas falhas do Benvenuto que quase mudaram o placar e do pênalti ridiculamente cobrado pelo Robson
Mas penso que dois jogadores merecem destaque, o Sebastian Gomez, que foi um eficiente motor na meia-cancha, e deve ter saído por estar perto da exaustão de tanto que se entregou, e o Natanael, que nos últimos jogos tem mostrado que, provavelmente em razão de lições dadas pelo Jorginho que foi um grande ala direito, a cada dia sobe de produção, seja defendendo ou seja avançando e até fazendo gol como aconteceu hoje e havia acontecido no jogo contra o América-MG.
Sei que tem uma pequena (mas muito ativa) parte da torcida que de modo contumaz torce o nariz para o Natanael e sempre encontra defeitos em suas apresentações. Ora não saberia cruzar, ora não saberia defender, ora é azarado, enfim, nunca está satisfeita com ele. Essa conduta implicante lembra bem o que acontecia com o Reginaldo Araújo (precocemente falecido), também lateral direito, no período entre 1997/2004, a quem uma parte da torcida sempre culpava – muitas vezes injustamente - pelos insucessos do Coritiba.
Mas agora, com o Natanael subindo de produção a cada jogo, os seus críticos parecem ter perdido os argumentos. Costumo olhar os grupos de coritibanos nas redes sociais para sentir o que a torcida está pensando, e há poucos dias me deparei com uma postagem no Facebook com foto atual do Natanael e um título, em letras destacadas: “Bigodinho ridículo”.
Desisti de compreender os críticos do Natanael.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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