O caminho se faz ao caminhar.
Confesso que também fui tomado de euforia com os últimos fatos, em especial a vitória contra o Brusque e a notícia do aumento do quadro social. Mas isso ainda no calor dos fatos, pois amainados estes voltei a ser um pouco racional (se é que dá pra exigir racionalidade de torcedor apaixonado). Confiante e animado, claro, mas cauteloso.
Digo isso porque convém lembrar que no futebol não há certezas e mesmo os clubes mais fortes muitas vezes “escorregam” e surpreendem com más campanhas. Às vezes o imponderável entra em campo e não há como vencê-lo. Vamos manter os pés no chão, cientes de que percorremos apenas a metade do caminho, nada está ganho e estatísticas de probabilidades são animadoras, mas precisam ser confirmadas com resultados.
Como dizia o sábio mestre Ênio Andrade, campeão em 1985, a cada vitória e avanço que o Coritiba dava no campeonato brasileiro, “ainda não ganhamos nada”. Não duvido de que até antes da cobrança do último pênalti naquela madrugada de 01 de agosto ele não tivesse dito isso... Ele sabia das coisas, tanto que foi tricampeão brasileiro por três clubes diferentes no espaço de seis anos. Ele conhecia a sabedoria do provérbio bíblico segundo o qual a soberba precede a queda.
É assim que devemos nos conduzir, confiantes, pois o time em campo e a direção fora dele têm se mostrado merecedores de crédito, mas sempre conscientes de que ainda há um longo caminho a ser percorrido e conquistado de modo gradual e seguro. E o caminho se faz ao caminhar, disse Neruda.
Espero que esse pensamento já tenha sido objeto de reflexão por parte da comissão técnica e da direção.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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