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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

O dedo do técnico.


Ontem, na etapa inicial do jogo, o Coritiba fez uma ótima apresentação, a melhor desde os atletibas finais do campeonato estadual.

Bem postado em campo, com Mateus Galdezani comandando, Sabino dando a segurança de sempre e Willian Matheus a cada dia mostrando que é outro jogador em relação ao do ano passado. Na frente Robson, de quem não gosto muito, mas ontem reconheço que fez uma excelente apresentação. Matheus Bueno foi muito bem, deve ser titular absoluto.Falhavam Jonhatan, que certamente não tem mais do que mostrar além do que temos visto, e o Mateus Sales, perdendo muitas bolas e jogando muito para os lados e para trás. Yan Sasse entrou e parecia querer mostrar que era o dono da bola, pois baixava a cabeça e investia contra os adversários sem sucesso. Mas sem dúvida no todo o time se apresentou bem.

Terminado o primeiro tempo do jogo, eu estava otimista com o time, tendo motivo para supor que talvez obtivesse uma vitória fora de casa, o que, além dos preciosos três pontos, elevaria o ânimo dos atletas e o nosso.

Mas se por alguns minutos o Coritiba pareceu ser o mesmo da primeira etapa, aos poucos o time foi perdendo o ritmo e a qualidade. A participação do Jorginho foi positiva para a boa apresentação da equipe até certa altura do jogo, mas negativa quando de parte das substituições e promoveu a entrada de Igor Jesus e Welissol.De um lado o técnico mostrou personalidade e comando ao substituir o Yan Sasse logo após este perder uma bola por querer driblar uns três adversários sem sucesso, mas de outro errou em naquelas substituições. Se o Matheus Galdezani estava cansado – o que não vi noticiado – e a entrada do Hugo Moura foi razoável, parecendo que dele podemos esperar mais, por outro lado a entrada do Igor Jesus foi um erro, pois já tínhamos dois atacantes com boa participação e perdemos um jogador na armação. Sassá e Robson, especialmente este, certamente saíram por claro cansaço e o Giovani Augusto não entrou mal.

Usar Igor Jesus e Welisson é teimosia que vem desde o Barroca. O primeiro já mostrou que é a tal promessa que nunca se concretizará, e o segundo um peladeiro que só se destaca nos jogos por receber cartão amarelo minutos após entrar.

Continua a deficiência na lateral direita, com a incompreensível não utilização do Nathanael. Às vezes tenho a sensação de que também no futebol se aplica a afirmação de que há coisas entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia não alcança.

De qualquer modo, descontados esses poucos aspectos, foi uma boa apresentação do time, o que nos permite ver alguma luz no horizonte e esperar crescimento no desenrolar da competição.E um ponto conquistado, para uma equipe que até há pouco nada ganhava, foi positivo.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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