O empate estava bom.
Disputamos o clássico contra um time técnica e fisicamente superior ao nosso, temos que reconhecer.
O elenco atleticano é mais qualificado e mais jovem, esse último aspecto visível perto do final da partida quando alguns jogadores do Coritiba se mostravam extenuados e eles corriam tanto quanto antes.
Até então até que fazíamos uma partida razoável, de modo que o resultado de empate parecia satisfatório. Claro que todos nutrindo a esperança de devolver a eles o “crime” que nos fizeram no primeiro turno, quando jogamos uma excelente partida e um erro individual levou à marcação de pênalti para o adversário no final do jogo.
Mas não, quis o destino que novamente um erro individual, bisonho aliás, nos levasse a perder mais um clássico.
O futebol sempre tem o imponderável. Normalmente os times mais qualificados e que se apresentam melhor saem vitoriosos, mas a história está cheia de jogos cujos resultados são inesperados e até mesmo injustos. Era o que eu esperava ontem durante o desenrolar da partida.
Mas também aparecem definições de resultados por erros individuais, repetindo-se ontem no modo desleixado e desqualificado com que o Tony Anderson disputou e perdeu a bola. Um parêntese para um relato. Assistia ao jogo com alguns familiares e quando o indigitado atleta foi anunciado eu me perguntei quantos minutos ele ficaria em campo sem receber mais um dos tantos cartões amarelos e vermelhos que coleciona. A minha dúvida foi respondida da pior forma possível, em lugar de receber punição, o descompromissado jogador é que aplicou uma punição ao time e aos torcedores.
Em agosto a direção havia afastado o se sedizente jogador, por má conduta, mas dias depois, por pressão dos demais atletas, rapidamente aceitou reintegrá-lo. Desde então, quando participou de jogos foi sempre muito mal e algumas vezes indisciplinado. Acertou a direção em um primeiro momento e errou no segundo ao permitir o retorno, tal como quem arranca e replanta uma erva daninha.
O ruim de tudo isso é que mais uma vez resta ao Coritiba aprender com os erros, ainda que infelizmente raramente os supere e o time nos mantenha nesse suplício da perspectiva do risco de mais um rebaixamento.
Aguardemos, tensos, as próximas rodadas.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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