O futebol e o corona vírus.
Estou recluso (principalmente por causa da idade e da cardiopatia), como de resto deve estar a maioria de vocês, e nós, amantes do futebol, além de privados de tantas coisas não podemos mais acompanhar os nossos times.
Muito difícil, mas o tempo que estamos dedicando aos cuidados devem ser também dirigidos à reflexão sobre nossas vidas e costumes.
Estamos todos no mesmo barco, ricos e pobres, coxas, atleticanos e paranistas. Vivemos o que a música do Raul Seixas pareceu profetizar em “O dia em que a terra parou”. É hora de, além de colocar em dia leituras e ver filmes, refletir sobre a nossa vida e ter participação ativa na crise. Temos que lembrar das pessoas que, por falta de trabalho, poderão ficar com enormes dificuldades financeiras.
Enfim, não estou dizendo nenhuma novidade e nem nada que muitos já tenha dito, e então vou ao enfoque do título da coluna.
No futebol, as administrações dos clubes, em especial o nosso, têm oportunidade para ponderar sobre os erros e acertos e procurar ajustar os seus clubes e times. Tudo pode ser feito online, como tantas atividades estão sendo exercidas. Nós, torcedores associados, se a crise financeira não atingir, devemos manter a contribuição mensal associativa para minimizar a queda financeira que o nosso clube certamente vai ter. Está sendo mal administrado no tocante à sua atividade fim, o futebol? Sim, os resultados em campo mostram isso. Mas ao que sabe são homens corretos, que erram por despreparados e iludidos pelo Rasputin que está no clube, jamais por desonestidade.
Vou manter a minha contribuição associativa, assim como – tal como muitos – a preocupação social com os desassistidos de modo a ajudar a minimizar as suas dificuldades financeiras. Quem pode – compreendo que a crise não permitirá esse comportamento a todos – deve fazê-lo. Não só quanto ao clube, mas quanto à sua faxineira, doméstica, jardineiro e outros.
O momento é único em nossas vidas e único na história. Se o enfrentamento da pandemia depende de cuidados das autoridades e nossos, a resposta social e emocional da crise tanto quanto.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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