O jogo mais importante.
Em campeonato de pontos corridos dificilmente um jogo é mais importante do que o outro. Quem quiser se sair bem deve considerar cada jogo como o mais importante. Afinal, não será uma vitória ou uma derrota aqui e ali que definirão o sucesso ou o insucesso de qualquer clube, mas sim a regularidade nos resultados positivos.
Todavia, tenho que o jogo de domingo contra o Botafogo contém um ingrediente que o torna muito importante, talvez o mais importante até aqui, qual seja a necessidade de recuperação da credibilidade do time, que infelizmente nos últimos jogos não se saiu muito bem.
O Botafogo está se mostrando bem no campeonato, está em quinto lugar e é considerado o visitante mais indigesto, uma vez que conseguiu três vitórias e dois empates quando sem o mando do jogo.
Jogaremos com desfalques, embora a boa notícia da volta do Tony Anderson, e talvez do Natanael, mas a zaga que será formada é uma incógnita, exceção feita ao Guillhermo. Nosso ponto fraco em todo o campeonato tem sido a defesa, que já sofreu nada menos do que dez gols em sete jogos, só perdendo no quesito para o Juventude, este na zona de rebaixamento. No mais, o mesmo time, com esperança de que as atuações individuais do Igor Paixão e do Andrey voltem a ter qualidade que já mostraram.
Por isso, em que pese eu perceba nas redes sociais algum desânimo entre os torcedores, mais do que nunca é hora de apoiar o time no estádio, fazendo a mesma festa e incentivando como nos jogos até agora.
Nós, torcedores, é que somos o Coritiba, e se nós não agirmos positivamente, associando-nos e comparecendo massivamente aos jogos, não estaremos colaborando para o sucesso do clube. Mais do que uma pessoa jurídica, um estádio e um time, o Coritiba é a soma e reflexo dos seus torcedores. Incontáveis foram as vezes em que a torcida carregou o time e fez com que obtivesse bons resultados, inclusive virando o placar.
Domingo poderá assim acontecer novamente. Confiança e paciência com o time, em especial com a zaga nova. O time, individualmente, ainda não é o dos sonhos – certamente na janela de julho será reforçado – mas se é o que temos, importante é incentivar a todos, gostemos ou não de um ou outro aqui e ali.
Vamos lá. É só um jogo, mas como todos em campeonatos de pontos corridos, é “o” jogo.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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