O melhor Coritiba que eu vi.
O time-base de 1973 era formado por Jairo, Orlando, Oberdan, Cláudio Marque e Nilo; Hidalgo, Dreyer e Negreiros; Leocádio, Zé Roberto e Aladim. Tinha ainda Sérgio Roberto, Krüger, Tião Abatiá, Hélio Pires e Reinaldinho, entre outros. No comando o técnico Tim e o diretor Luiz Afonso Alves de Camargo e, claro, o campeoníssimo presidente Evangelino da Costa Neves.
Alcançou o até então inédito tricampeonato estadual, com folga, com uma rodada de antecipação e campanha de 27 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota. O artilheiro foi o Zé Roberto, com 14 gols.
No mesmo ano a CBF organizou a terceira edição do Torneio do Povo, o campeonato nacional mais importante depois do brasileiro propriamente dito. Disputavam, por pontos corridos,em duas fases, as equipes com maior torcida do país, Flamengo, Corinthians, Atlético-MG, Bahia e Coritiba, este vindo de um quinto lugar no brasileiro de 1972.
Tivemos uma campanha expressiva, com 4 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Dentre as vitórias foram marcantes as contra o Atlético-MG no Mineirão e contra o Flamengo no Maracanã.
No jogo final da segunda fase contra o Bahia, em Salvador, uma verdadeira epopeia.
O Coritiba precisava apenas de um empate para se consagrar campeão e marcou o primeiro com Aladim, mas logo em seguida o Bahia empatou e em seguida virou com um gol de pênalti, depois de um lance confuso onde Hidalgo e Cláudio acabaram sendo expulsos. O Coritiba então teve que jogar mais de 30 minutos com 2 jogadores a menos. Aí prevaleceu a raça e o Coritiba não se entregou até que Zé Roberto lançou na medida para Hélio Pires fazer o gol do empate que nos daria o título. As dificuldades em campo e extracampo foram tantas que, por exemplo, após o juiz terminar a partida, o time baiano reclamou que não havia existido acréscimo e foi atendido, com os dois times voltando a campo para jogar mais 3 minutos. Porém, o Coritiba manteve a garra e administrou o jogo e trouxe para o Sul do país o primeiro título nacional.
Esse foi o melhor Coritiba que eu vi.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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