O novo treinador e a torcida.
Esse sentimento é agravado no momento por estarmos a acompanhar a fragilidade do clube desde 2017, quando mais uma vez foi rebaixado, só subindo em 2019 para logo em seguida cair novamente em 2020, e agora, ultrapassadas vinte e duas rodadas do campeonato, nos encontramos novamente na fatídica zona de rebaixamento tendo pela frente mais jogos fora do que em casa, alguns deles contra adversários diretos na tentativa de escapar da degola.
Com esse clima a torcida recebe o novo técnico, Guto Ferreira.
Embora para alguns não seja o técnico ideal – nunca ninguém parece ser para a exigente torcida – temos que apoiá-lo para que tenha sucesso, pois precisamos harmonizar todas as nossas forças para evitar mais um rebaixamento, que certamente teria consequências catastróficas para o clube.
Financeiramente o Coritiba vive a se equilibrar no fio da navalha. Se cairmos novamente, difícil prever o que resultará, mas provavelmente atingirá o pedido de recuperação judicial e a constituição de clube-empresa, com necessidade de diminuição da folha salarial, e em consequência a qualidade dos atletas (não que hoje tenhamos uma plêiade de craques, longe disso).
O Guto Ferreira tem histórico mediano, com passagens por vários clubes, mas sem dúvida tem qualificação e foi o que pudemos encontrar no mercado, ainda que tardiamente como já debatemos tanto por aqui. Temos que apoiá-lo, repito, na esperança de que consiga livrar o time de mais um rebaixamento.
Não será uma tarefa fácil, com dezesseis jogos pela frente - sete em casa e nove fora - a exigir a conquista de pelo menos vinte e dois ou vinte e três pontos, quando não mais a depender da combinação de classificação dos demais.
Então a nós coritibanos, gostem ou não alguns dela, nada mais resta do que apoiar a nova comissão técnica para que tenha sucesso e nos permita um novo recomeçar.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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