O que falta ao Coritiba?
Ontem, uma apresentação pífia no primeiro tempo do jogo, não surpreendendo ninguém que acompanha o Coritiba deste ano. Nos primeiros momentos da segunda etapa parecia que finalmente o time se encontraria, dois gols, se bem que concorrendo falhas dos adversários, e alguma boa disposição dos nossos se dizentes jogadores, até que interveio o técnico.
Pois se o Simião, que não é nenhuma Brastemp, se destacava no jogo, o técnico tratou de substituí-lo pelo ineficiente Vinícius Kiss, que parece correr em campo como se estivesse com pregos na sola dos pés. Perdemos marcação e criação. E para não ser pouca a sua interferência no resultado, o técnico tirou o Alisson Farias, que também sem ser nada demais pelo menos incomodava a defesa adversária e mantinha a bola no ataque, para colocar o aposentado Alecsandro. E este não teve nenhuma participação efetiva no jogo, não soube nem mesmo segurar a bola no campo e finalizou a sua passagem pelo gramado com a perda da bola que resultou no lance do pênalti em favor do adversário, assim ficando como protagonista no jogo.
Do elenco muito pouco é possível tirar, mas ainda assim era esperado que o rodado treinador soubesse dar algum padrão de jogo para o time e escalar e substituir bem. Nem uma coisa e nem outra. Mantém uma zaga que já tomou doze gols em doze jogos e que está sempre a bater cabeça como ocorreu no último gol do adversário. Prestigia o jovem Pablo Thomaz, mantendo-o em campo durante toda a partida ainda que quase nada apresente, justificando a sua escalação por ser atleta que “treina muito bem”. Mas em treino não se ganha jogos e se quando é para valer o jogador não corresponde, se intimida e nada apresenta, há que parar com a obstinação e procurar outra solução.
A coisa está muito difícil. A pergunta do título da coluna permite inúmeras respostas. Que falta elenco há muito sabemos, e dentro dele podemos apontar o dedo para muitos. Que falta técnico começamos a saber nos últimos jogos. E hoje vimos que também falta personalidade para um time que nem mesmo soube segurar um placar favorável em poucos segundos restantes do jogo.
Ah, e talvez falte também diretoria, a qual parece inerte diante do que está ocorrendo e não faz autocrítica sobre os tantos erros que vem cometendo sucessivamente.
Em tempo: tomar gol do Edinho é quase surreal. Só contra o Coritiba ele poderia fazer um dia um gol, acidente raríssimo em sua carreira, que desde o ano de 2001 conta com apenas oito assinalados.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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