O resultado, um fio de esperança, mas a apresentação...
Mas a que custo vencemos e com quanto sofrimento?
O time foi sofrível, péssimo na primeira etapa e um pouco melhor na segunda por força das substituições. Se foi mal coletivamente, difícil é analisar as atuações individuais, parecendo-me que os únicos que merecem algum destaque por não comprometerem são o Muralha, os zagueiros e o Natanael. Os demais, de vez em quando um lance de acerto, mas no mais erros até bizarros. Mesmo o autor do gol, que por isso poderia receber absolvição, jogou mal.
A se repetir a atuação de hoje, tenho pouca esperança de nos recuperarmos na tabela de modo suficiente para a manutenção na série A. Difícil ser otimista nesta hora, há que ser realista, pois a verdade é que temos um time ruim, montado por quem errou ao manter alguns do elenco do ano passado e trouxe outros que não têm condições de envergar a camisa do Coritiba. É difícil acreditar em um time que há muito vem jogando mal, mesmo quando vence, pois não se pode esquecer que o adversário não era qualificado, o que deixa preocupação para quando jogarmos contra adversários mais fortes.
Vamos continuar a torcer para escapar da degola e, se isso ocorrer, que a partir do próximo ano a direção do clube acerte no quesito futebol. Está acertando na recuperação financeira, em razão de déficit herdado de alguns anos de má gestão, mas o Coritiba é um clube de futebol, e os resultados em campo é que fazem crescer a torcida e trazer receitas. Retornando para a série B, as consequências serão inimagináveis. Não quero colocar na parede uma certidão negativa de débitos sem que ao lado dela haja uma foto de um time bem sucedido.
Hoje vou ficar por aqui. Espero e gostaria muito que lá em novembro os leitores tripudiem sobre mim dizendo que fui pessimista e errei.
Acho que já usei aqui uma frase atribuída a Voltaire: “A esperança é um alimento da nossa alma, ao qual se mistura sempre o veneno do medo”.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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