O suspiro de um enfermo.
Ontem, após uma péssima sequência de oito derrotas, vencemos convencendo, com uma boa exibição, em especial da zaga, do Willian Farias, do Moreno e do Slismani. Foi um outro time o que vimos em campo nesse atletiba, com o reforço da ausência do Robson.
Talvez, se tivéssemos tido apresentações iguais em mais uns quatro ou cinco jogos, não estaríamos segurando a lanterna do campeonato.
A matemática ainda nos dá um fio de esperanças, mas creio que, ainda que eufóricos com o resultado de ontem, dificilmente haverá possibilidade de reversão da expectativa de mais um rebaixamento.
A vitória poderia indicar o início de uma redenção, ainda que tardia, mas o mais lúcido é entender que talvez passe a servir mais como mais uma vitória na estatística dos atletibas. O caminho da decadência se iniciou lá atrás e somente fatos extraordinários poderão nos livrar de mais um vexatório rebaixamento.
Só mesmo um milagre, muito difícil, quase impossível. Além de conseguir muitas vitórias no restante do campeonato, temos que torcer para que os adversários próximos falhem e percam muitos jogos ao mesmo tempo em que ganhamos.
E é muito improvável que essas duas premissas aconteçam, mas como futebol não é ciência exata e nos surpreende a toda hora, ainda resta uma tênue esperança e, passionais que somos, não vamos desistir enquanto os números permitirem a possibilidade.
Se não houver êxito, o que é mais provável, que o ano sirva de lição para os gestores que mal desempenharam a missão que receberam, e especialmente para o comando do clube e da SAF, visando a troca dos denominados CEO e “head”, Amodeo e Arthur Moraes, que não souberam gerir o futebol do clube e são fundamentalmente responsáveis pelo fracasso em campo.
PS. Para reflexão dos torcedores. A matéria do site sobre a derrota para o Vasco teve 201 comentários. A da vitória de ontem apenas 92.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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