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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

O VAR nos salvou.

Depois do mau resultado contra o Amazonas, quando combinamos a derrota com um péssimo futebol, todos pensamos que o Coritiba se reabilitaria contra o Vila Nova e o Paissandu, eis que os jogos seriam em casa e os adversários não assustavam.

Mas o que vimos não foi isso.

Má apresentação contra o Vila Nova, para o qual só não perdemos porque o VAR encontrou um pênalti em nosso favor, já nos acréscimos, e conseguimos o empate. Ontem, novamente uma má apresentação e graças ao VAR não fomos derrotados quando a tecnologia entendeu que a falta sofrida pelo Pedro Morisco influiu no gol que o Paissandu fez já nos minutos finais.

E tanto quanto os resultados, que se positivos nos teriam levado à zona de classificação, temos que lamentar a má apresentação do time.

Time ainda sem padrão de jogo e com apresentações individuais abaixo do nível mínimo exigido para um clube que quer voltar à série A, as quais comprometem o trabalho de qualquer treinador.

Lucas Ronier, o decantando craque saído da base, fez o gol – o que foi fundamental, reconheça-se – mas depois nada mais acertou, foi um desastre, substituído com justiça, ainda que o seu substituto, Yago, não tenha dito a que veio. Na mesma linha, o Benevenuto, o Rodrigo Gelado, o Damião (cada vez mais ex-jogador), o Wesley Pomba, que quase não tocou na bola, e o Robson, jogador não só limitado tecnicamente como desprovido de inteligência como se vê nas suas tentativas de passes de três dedos, todas em vão.

Não dá para apontar o dedo ainda para o técnico, como vejo em muitas manifestações nas redes sociais, quando ele conta com jogadores desqualificados, em maioria, podendo se contar nos dedos de uma mão os que inspiram alguma confiança.

Como nos sairemos em Alagoas no próximo sábado? Novamente o time dito como de pijama ou haverá recuperação? Temo dizer que em um site de apostas talvez a primeira alternativa seja a mais votada.

E assim segue a nossa sina e perspectiva de sofrimento, embora ainda sempre devamos manter esperança de que uma hora a coisa mude. Quem sabe com janela de transferência tenhamos verdadeiros reforços?

Não podemos sempre contar com o VAR...

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Uma observação de quem já viu muito em futebol em quase sete décadas. Está cada vez pior ver jogadores brasileiros se contorcendo e rolando quando de qualquer falta ou suposta infração. Se o toque foi no rosto ou pescoço, ainda que com a força de um carinho, levam as mãos à face e se jogam no chão como se tivessem sido atropelados. Muitos atletas são melhores atores teatrais do que bons jogadores. O futebol brasileiro, inclusive a decepcionante seleção, está cada vez mais desagradável de assistir.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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