Objetivo conquistado.
Pois é amigos, o nosso time não tem jeito. Não há motivação ou gritos à beira do campo que façam com que os “pangarés” que integram o nosso elenco possam apresentar algo melhor do que o que constantemente temos visto. Pior ainda quando em nenhum momento deste ano tivemos um bom comandante, um técnico na correta acepção da palavra.
Hoje não fugimos à regra. Se tivemos chances de gol que poderiam nos dar a vitória, o adversário também as teve e o resultado foi justo. Melhor para o CSA, que se manteve na zona de classificação, e pior para nós, cuja salvação dependia desta e de outras tantas vitórias.
Muito difícil destacar alguém na apresentação de hoje. Por paradoxal que possa parecer, o melhor jogador do CSA foi o gordo Walter e pelo nosso time quem mais o marcou, Alan Costa, que talvez tenha sido injustiçado no início do campeonato quando afastado até do banco de reservas.
Agora, procurar destaques negativos é tarefa bem mais fácil, tantos que são os desqualificados que integram nossa equipe. Hoje me pareceu que o maior destaque negativo foi novamente o Bruno Moraes, que em campo parece tão à vontade quando um vendedor de lingeries em convento de freiras. Que jogador fraco dentre tantos fracos!
Mas enfim, se 45 são os pontos necessários ao não rebaixamento, isso parece que nós conseguimos. Como desde o começo do ano a direção do nosso clube pensa pequeno e comete erros atrás de erros, o consolo que nos resta é saber que, antes de um milagre extraordinário que permita a ascensão para a série A, pelo menos está ao alcance da nossa mão a manutenção na série B.
Foi o que nos restou neste tristíssimo ano, cumulado com a perspectiva de que no próximo trabalharemos com receitas bem inferiores, mostrando que a fixação em economia da diretoria neste ano foi uma atitude muito errada e nada inteligente, espelho da inexperiência e despreparo dos dirigentes que foram eleitos pela torcida organizada e que imaginaram que basta gostar do Coritiba para saber administrá-lo.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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