Paciência ou impaciência?
A vitória do Coritiba contra o FC Cascavel foi daquelas que ao final do jogo ficamos com um sentimento dúbio.
Devemos ter paciência e considerar que é início de campeonato e que o time ainda não se ajustou e nem todos os contratados estrearam e foi por isso que a vitória foi alcançada no que se costuma dizer “sufoco”?
Ou devemos ficar preocupados ao ver que jogamos em casa, contra um adversário menos qualificado, e que a maioria dos que estiveram em campo deverá estar no time titular e obter uma vitória assim é preocupante? Não dá para esquecer a comparação com o rival que na véspera, com os aspirantes, obteve tranquila vitória fora de casa.
Nem tanto ao mar e nem tanto a terra. Ainda é cedo para termos convicção segura, mas como o campeonato estadual é muito curto, em poucas rodadas o time poderá estar se encaminhando para o sucesso ou o fracasso e logo veremos o que tem para entregar. Teremos que ter paciência, mas de modo impaciente, uma nova forma de exerce a virtude.
Dos novos contratados, gostei do Gabriel e do Lucas Ramon. Guilherme Parede fez o gol, mas em grande parte do jogo não se mostrou participativo. Galdezani entrou bem, mas tem histórico que nos leva ficar com m pé atrás, pois quando chegou ao Coritiba foi deslumbrante, mas de repente desandou e nunca mais jogou bem. Aguardemos. Dos antigos, sem dúvida Rafinha foi o nome e a jogada que levou ao gol da vitória, além da construção, com dribles, mostrou o bom preparo físico do atleta veterano rompendo com vigor a defesa adversária depois de 90 minutos de jogo.
Sabemos que atualmente o campeonato estadual é laboratório, mas nem por isso deixa de ter importância. Temos que jogar para conquistar o título, embora preservando os atletas para a Copa do Brasil, competição para a qual o time tem que chegar na ponta dos cascos no primeiro jogo, no dia 12 de fevereiro.
Em observação.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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