Paciência.
Tenho que alguns fatores estão concorrendo para a boa campanha. A entrada do Mateus Sales e o acerto na colocação do Juan Alano como volante/armador/atacante, a melhora da zaga após a entrada do Rafael Lima, ajudada pela cobertura que o primeiro dá, muito melhor do que tentava fazer o Vítor Carvalho, e a estrela e efetividade do Alex Muralha, que ainda não conheceu derrota.
Ontem o Coritiba não fez uma apresentação primorosa, mas soube ser eficiente. Além dos que referi antes, se destacou o Willian Mateus, que não vinha fazendo boas partidas, mas participou bem do jogo e foi fundamental na feitura do primeiro gol.
Mas quero chamar a atenção dos amigos para o título da coluna, que me parece é a virtude bem adequada ao atual momento do Coritiba.
O time está sendo paciente, não fica acelerado ou desesperado com o andar do jogo, ainda que não tenha feito gols. Mantém a cabeça fria e vai jogando até que o lance decisivo ocorra e possa definir a partida.
Assim foi contra São Bento, Vila Nova – o segundo gol – Operário, Botafogo-SP (o gol do desempate), Figueirense, Brasil e ontem.
Talvez seja cedo para afirmar que a equipe encontrou a sua maturidade, afinal em futebol um time nunca está pronto, sempre tem que se reinventar, mas paciência é virtude de times que sabem do seu potencial e têm consciência de que correria e ansiedade dificilmente trazem bons resultados. Relembro o comportamento no jogo contra o Botafogo-SP, quando a equipe teve um ”apagão” na primeira etapa e deixou o adversário empatar, mas no segundo tempo soube ficar imune à pressão da torcida e vencer.
Enfim, bons horizontes se descortinam na busca pelo retorno à primeira divisão, para dela nunca mais sair, gosto sempre de enfatizar.
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Registro louvor ao grupo Guerra, especialmente através do grande coxa-branca Ricardo Guerra, que, sabendo das dificuldades financeiras que o Coritiba enfrenta, socorreu o clube através de patrocínio, aliviando momentaneamente o caixa da instituição.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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