Panela e eleição.
Não temos um bom elenco e não temos técnico e tudo é coroado pelo comando (?) de uma diretoria que alguns estão a apontar como a pior da nossa História.
Ontem, contra o Ceará, vimos mais um capítulo dessa história, com destaque para o personagem Jorginho, suas idiossincrasias e sua “panelinha”, pois não bastassem as carências do elenco, não sabe – ou não quer, acho que é mais por aí – utilizar os jogadores que poderiam dar alguma qualidade e mudar o jogo, mas, ao contrário, por birra ou por causa que a minha imaginação não alcança, usa a todo o momento, mesmo que improvisadamente, os mesmos que já comprovaram não ter a menor condição para compor o time.
Enfim, mais uma tristeza, mais um passo rumo ao rebaixamento e mais dois meses sob o comando (?) de uma diretoria que prometeu muito e entrega pouco ou quase nada. Jorginho sem dúvida é incompetente, mas os que estão – ou deviam estar – acima dele o são tanto quanto.
Por isso hoje vou falar um pouco menos sobre o que vi em campo, que nada foi diferente do que temos sofridamente visto há muito tempo e para o que nossas palavras tem sido como poeira ao vento.
A disputa eleitoral no Coritiba está por acontecer, possivelmente com três chapas, duas delas já anunciadas e outra da atual administração, embora ainda não se saiba em que posição nela estará o atual presidente.
Eu tenho uma tendência de escolha, como muita gente a esta altura já deve ter, mas pretendo não usar este espaço para fazer proselitismo e pedir que votem comigo, respeitando, obviamente, os confrades que queiram se posicionar.
Mas de uma coisa vocês podem ter certeza, se realmente a atual direção entender por disputar direta ou indiretamente a eleição, é certo que jamais votarei ou recomendarei o voto para ela ou quem for por ela apoiado. Diante de um desastre consumado como está sendo a atual gestão, não seria próprio de quem se diz coritibano pretender que uma tragédia irreversível ocorra. E nem silenciar em nome de uma hiperbólica isenção.
Se a situação se apresentar mesmo para a disputa, e se a torcida organizada votar em peso na situação, tanto quanto fez para eleger as duas últimas administrações, e enquanto isso o associado médio e mais velho não comparecer, eles podem vencer.(O risco existe, salvo se o Conselho Deliberativo autorizar, tal como fez na última assembleia geral, o voto virtual, com o que os associados idosos e com doenças crônicas ou mesmo outros com medo de aglomeração poderão votar e definir um resultado mais legítimo).
Não me cobrem incoerência por querer ter isenção externa e não apoiar expressamente uma das chapas e ao mesmo tempo desapoiar enfaticamente a da situação. Sou democrata, mas tudo tem limite.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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