Parece que nada mudou.
Conhecemos quase todos que têm jogado – ontem, nove deles estiveram em campo – e que no passado já demonstraram pouca ou nenhuma qualidade para compor um time de primeira divisão.
O lateral direito, que no primeiro jogo me pareceu que prometia, desde o jogo com o Rio Branco tem se visto que não é assim. A zaga se saiu bem, ainda que dando uns sustos, mas será que tem cacife para enfrentar ataques de times fortes da série A? Da meia cancha para a frente não se vê jogada trabalhada, criação de espaços, o campo parece pequeno. Ontem raros foram os chutes em direção do gol adversário e o goleiro rival não foi obrigado a fazer nenhuma defesa minimamente difícil que não cortar cruzamentos. E no ataque o Robson não tem a menor condição de integrar um time da primeira divisão, enquanto o Igor Jesus já desperdiçou todas as oportunidades para mostrar que pode ser um centroavante a ser respeitado e que deixará um dia a condição de promessa.
Dizem alguns que não se pode exigir muito pois é início de temporada. Mas assim não é para todas as equipes? Não estão todas se adaptando e em consequência no mesmo patamar? E mesmo assim os clubes chamados grandes, com raras exceções, estão apresentando bom futebol e tendo vitórias convincentes – só o Corinthians tropeçou – tal como aqui está acontecendo em relação ao rival maior. Com os aspirantes.
Depois, salvo se com o retorno do Nathan Ribeiro e a entrada do Renê Jr (se vier a ser bem sucedido), além do Sassá ter bom aproveitamento e o Galdezani se recuperar e não seja novamente o cometa que foi em 2017, tudo isso somado a um toque mágico do Barroca, teremos novamente um ano muito difícil.
Ah, ia esquecendo. O Thiago Lopes é um jogador muito fraco, a torcida o repele com razão, mas ontem fez um belo gol e nos deu a vitória. Foi o que se denomina paradoxo. Se antes, contra todas as expectativas, os técnicos teimavam com ele, agora ficou mais difícil afastar a teimosia de quem o escala.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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