Pelo menos no mesmo lugar. Mas...
No jogo de ontem a vitória era fundamental. A uma porque avançaríamos na tabela e a duas porque diminuiríamos muito as chances da Ponte Preta em escapar do rebaixamento, tendo um adversário direto a menos.
Infelizmente os jogadores que vinham sendo destaque, Alan Santos e Carleto – e às vezes Rildo - não estiveram em uma noite feliz. O coletivo também não andou bem, mostrando-se longe do que apresentou contra o Avaí. Um ponto positivo foi a apresentação do Daniel que, se joga mesmo o que jogou ontem no pouco tempo em que ficou em campo, poderá nos ajudar nas últimas partidas.
Como ao mesmo tempo em que empatávamos o Sport e o Avaí perdiam e o Vitória também empatava, pouco se modificou a classificação salvo no maior distanciamento para os primeiros referidos.
Mas continuamos sob risco.
Os jogos que nos faltam apresentam adversários mais difíceis do que os últimos enfrentados. O Flamengo disputa vaga para a Copa Libertadores, o Atlético-MG e o São Paulo buscam classificação para a Sul-americana e a Chapecoense poderá estar na última rodada lutando contra o rebaixamento ou até buscando vaga para a Sul-americana.
Enquanto isso, Ponte Preta jogará com Atlético PR, que busca vaga para a Sul-americana, o Fluminense, que conforme o próximo resultado poderá estar buscando vaga para o mesmo torneio ou lutando contra o rebaixamento, e em seguida Palmeiras e Grêmio, adversários que talvez já tenham alcançado os seus objetivos.
O Vitória enfrentará a Chapecoense – talvez um empate seja bom – o Cruzeiro, que ainda não tem vaga garantida para a Libertadores, a Ponte Preta, em jogo que poderá ser decisivo para ambos - e mais uma vez um empate talvez seja interessante - e por fim o Flamengo, que talvez ainda esteja lutando por classificação no grupo de cima.
Já o Sport enfrentará o Palmeiras, ainda com interesse na classificação, assim como o Bahia, que aspira vaga na Libertadores ou confirmação na Sul-americana, o Fluminense na mesma situação que referi antes e por fim o Corinthians, então já campeão e talvez desinteressado.
A Chapecoense, se não vencer o Santos amanhã entrará na luta contra o rebaixamento e enfrentará o Vitória, com a circunstância de ser jogo fundamental para ambos, o fraco Atlético-GO, o Bahia, vivo como expus antes, e por fim jogará contra nós em partida na qual ou os dois estarão livres de risco ou será um jogo decisivo para um ou para ambos.
Enfim, ainda há que se ter muita cautela. Considerando a qualificação e o interesse na disputa dos adversários que temos que enfrentar, a nossa situação não é fácil. O que nos ajuda é que os adversários diretos na luta contra o rebaixamento também têm jogos difíceis e podem se “engolir” entre eles. Infelizmente, mais uma vez nos últimos cinco anos o Coritiba terá que jogar por si e contar com maus resultados dos adversários diretos. Claro que em futebol hipóteses nem sempre se confirmam e se fizermos a nossa parte tudo estará resolvido. Temos pela frente o inferno – o rebaixamento – e o purgatório (zona morta ou até Sul-americana). Céu mais uma vez teremos que aspirar em outra temporada.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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