Podem me apedrejar.
Dessa vez o treinador(?) interino resolveu fazer alguns testes que serviram apenas para comprovar que nem mesmo de reservas estamos servidos. Thalisson com falhas clamorosas, Rodrigo Gelado nem mesmo sabendo matar a bola quando a recebia. Mateus Bianchi não tocou na bola mais do que umas duas vezes e nem se colocar para receber um passe sabe fazer. E o Pomba, que coisa, com seu calção arregaçado – como alguns outros jogadores estão fazendo o mesmo, indago-me qual seria o significado da prática – parecia um moleque jogando pelada e pegando a bola só para ele para depois não saber concluir. Brumado desta vez não conseguiu nem mesmo fazer o belo gol de cabeça que fez no jogo anterior. Bernardo, o que dizer do rapaz que nada joga e ainda teve o contrato prorrogado até 2027? E por aí daria para ir analisando o fraco desempenho de outros. Na minha ótica, ninguém se salvou ontem. E raros poderão integrar o plante no próximo ano.
Enfim, um Coritiba igual ou pior do que o que vimos o ano todo. E que temos visto nos últimos anos.
Terminaremos o campeonato com a pior campanha da história, provavelmente em décimo lugar, como se um clube periférico e de pouca expressão fosse o Coritiba. Ou já é?
Temos remédio para esse doente terminal? Alguém vê como mudar o pensamento inepto e obtuso dos que comandam o Coritiba SAF? Difícil. Não vejo como enquanto perdurar a filosofia mercantilista que está norteando a SAF e a representação da associação nela, esta nem mesmo dando alguma satisfação concreta para a torcida. Falam em planejamento e trabalho visando ao futuro, mas é um discurso que estamos cansados de ouvir e que nunca chega a algum resultado positivo.
Se somos geridos por uma SAF que não tem nem mesmo transparência, composta por pessoas que nada sabem de futebol e da história do Coritiba, o que esperar?
Eu me penitencio das colunas que escrevi entusiasmado com a SAF. Se o tal projeto (o qual nem mesmo os ex-presidentes conhecem), que até agora, passados quase dois anos, não andou para a frente, só regrediu o clube, é difícil crer que um dia terá sucesso. Se um dia for bem-sucedido, estarei aqui para aplaudir. Mas a perspectiva é nebulosa.
Errei ao elogiar a iniciativa em meus textos, podem me apedrejar. As pedras não doerão mais do que a dor que sinto ao ver o Coritiba nesta calamitosa situação;
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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