Rei Davi
Nos gloriosos tempos da década de 1970, o Coritiba contava em suas fileiras com um meia atacante, o Leocádio, hoje pouco lembrado, mas muito eficiente ao ponto de que nenhum dos técnicos que passaram pelo clube naquela época deixou de usá-lo. Leocádio veio do Operário de Ponta Grossa e, se lembro bem, foi lançado por Tim e só deixou de jogar no Coritiba quando não tinha mais condições físicas. Era quem preparava as jogadas para Zé Roberto, Kruger, Abátia e outros fazerem os gols. Quem duvidar, pergunte a estes. Fazia também seus gols, mas sua eficiência era do tamanho de sua discrição e por isso hoje, quando a torcida fala nos monstros sagrados do passado, poucos lembram do Leocádio. Tenho certeza de que se os amigos indagarem de um cronista esportivo que viveu aqueles tempos sobre quem foi Leocádio, ele concordará comigo.
Mas e qual a relação entre os dois parágrafos anteriores?
Explico.
É que tudo indica que temos um novo “Leocádio” no time, o nosso rei Davi. Discreto, mas apenas no aspecto de que o seu futebol não parece exuberante. Davi não dá “toquinhos”, “chapéus”, “firulas” não se mostra “fominha”, prefere servir ao companheiro do que se destacar, enfim, não dá espetáculo. Joga para o time, busca o resultado, a eficiência. Talvez por isso não esteja e não será visto como destaque, mas a continuar assim, sem dúvida será o novo Leocádio e o nosso rei Davi que comandará a derrota dos inimigos e a conquista de Jerusalém, esta, esportivamente, um troféu de grande expressão que levará a uma estrela na camisa tal e qual a estrela que os judeus veneram.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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