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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Rumo ao hepta.

Ontem mais uma derrota do Coritiba, desta vez agravada pelo fato de ter enfrentado um time fraco que está por também ser rebaixado, com novas lambanças do suposto treinador e até com falta de vontade de alguns também supostos jogadores de futebol, que pareciam descomprometidos. Triste ver o Willian Farias se arrastando em campo e o Maurício Garcez apanhando da bola, entre tantos desastres. E ainda contamos com a entrada de um sedizente jogador que deveria estar afastado e demitido por justa causa. Que circo de horrores!

Incrível como no decorrer do campeonato o Coritiba cada vez se reinventou para pior.

Primeiro, quanto à escolha dos treinadores, um birrento, um que estava fora de mercado e outro que de auxiliar passou se ter o cargo de modo açodado.

Depois, no tocante à montagem do time que a dupla Arthur-Amodeo constituiu com ex-atletas e com amigos europeus que estão fazendo turismo na bela e encantadora Curitiba. Se o Coritiba estivesse com falência decretada e em processo de liquidação de jogadores, quais dos nossos poderiam interessar a qualquer clube da série A? Não é temerário dizer que muito dificilmente algum.

E mais, com a ausência de comando de que dirige a SAF e de quem representa a associação perante ela, os quais, além de inertes, não vêm a público dar qualquer satisfação à torcida, esquecendo que é esta a essência de qualquer clube de futebol.

Aliás, por falar em satisfações à torcida, que patéticas as entrevistas do Tiago Kosloski. Parece que vive em outro mundo quando vê méritos na equipe que dirige(?) e mostra falta de caráter ao pretender imputar a responsabilidade do fracasso a quem o antecedeu no comando.

Sei que não deve haver imediatismo em exigir do comando da SAF resultados bons para ontem ou hoje. Mas não precisavam os que comandam a nova figura jurídica cometer tantos erros no curto e médio prazo.

Com a recuperação judicial e com o ingresso de novas receitas poderemos sair da situação quase falimentar em que nos encontrávamos, isso é positivo. Mas como será o futuro se o Coritiba se tornar um time com pequena torcida? Eu não quero no final de cada temporada colocar na prateleira uma certidão negativa de débitos sem que ao seu lado esteja uma taça qualquer.

Que triste fim o do Coritiba nesta temporada. Vamos alcançar o título inédito de hepta rebaixados, mesmo que se diga que um foi por ato arbitrário do então presidente da CBF.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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