Sem chance para errar.
É de se esperar que a direção tenha tido um choque de realidade, bem tardio é verdade, e que com ele deixe de lado a soberba e a insensibilidade que até agora manteve, sabendo encontrar profissionais que consertem as coisas – se é que já não se adiantaram escolhas antevendo o desastre – e que nos levem pelo menos ao quarto lugar ao final do campeonato.
Não será fácil. Demorou-se muito para enxergar o que até as cadeiras do Couto Pereira viam.
E não será de um lado porque é muito difícil, quase impossível, conseguir um mágico que tire da cartola qualificação para jogadores que não têm a menor condição de envergar a nossa camisa, e de outro porque os nomes disponíveis no mercado ou são caríssimos - nos quais realmente não podemos nem pensar em contar - ou porque alguns estão na categoria de inconstantes ou de apostas. Mas pior do que estava creio que não ficará, seja qual for o nome.
Não vou além das minhas chinelas e não indico ninguém. Só alerto que, ao contrário do que pensam alguns torcedores, Tcheco não é a solução. Pode servir para um período-tampão de dois ou três jogos, mas contra ele pesam alguns fatores. Um é o de estar no mesmo grupo que formou esse time mal qualificado, não me parecendo tenha autoridade para se impor perante os jogadores. Outro é que não vejo nele qualidade de líder, requisito essencial para embalar o time na dificuldade que enfrentamos. Por fim, o seu lado emocional muitas vezes parece um tanto instável, o que é desaconselhável em momento de crises.
Importante que venha um profissional que saiba tirar leite de pedra e possa fazer com que os nossos jogadores joguem cientes da suas limitações, com padrão tático e disposição. Mais não dá para exigir desse grupo.
A direção está como o soldado que tem uma única arma, com apenas uma bala na agulha, e se vê defronte um inimigo contra o qual não pode errar o tiro. Vamos torcer para que acerte. Não haverá mais tempo e nem oportunidade para salvar o ano.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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