Sete pontos em nove.
A campanha do Coritiba no segundo semestre do ano começou promissora. Uma vitória fora de casa, outra em Curitiba com a diferença de que foi a primeira virando o placar desfavorável, e ontem, em Belo Horizonte, empate com o Cruzeiro com atuação que tenho como a melhor das três, ainda que o placar não tenha sido favorável por circunstâncias de jogo (atuação exuberante do goleiro adversário e um gol claro perdido pelo Kaio).
Foram atuações que, ao contrário do que sentíamos há não muito tempo, podem dar esperança de uma virada de chave positiva para o restante do campeonato e assegurar que não cairemos ou, quem sabe, até alçar voos maiores.
O time foi bem como um todo – excetuada a indolência do Pinho – tendo todos boas atuações e alguns ótimas performances como foram Bianqui, Moreno, Natanael e Jemerson. Natanael, muitas vezes criticado injustamente, jogou ontem com o espírito que o Follador queria, “mordendo o alambrado”. Moreno e Bianqui foram os donos da meia cancha e o Jamerson o melhor do jogo. Uma pena que tenha se lesionado e vamos torcer para que não seja nada grave.
O momento é positivo, mas temos que estar atento que ainda temos muito caminho à frente. O campeonato é longo, ainda pendem vinte e três rodadas, e muitos clubes podem apresentar decréscimo de produção, assim como muitos deverão crescer, espero que dentre ele o Coritiba. Mas temos contratações que confio sejam verdadeiros reforços e não apenas reposições. E como o caminho se faz ao caminhar, temos que seguir considerando sempre o próximo jogo como o mais importante.
A propósito do próximo jogo, assisti ontem ao Fla-Flu e o time do fluminense é muito forte, só não venceu em face de um erro de arbitragem. Kano, o artilheiro do time, recebeu o terceiro cartão amarelo e não nos enfrentará. Será um jogo muito difícil, talvez o mais desde a era Kosloski, mas se o time jogar o que mostrou ontem em BH, com outro atacante no lugar do Pinho, podemos sonhar com uma vitória.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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