Sub-20. Uma esperança.
Assisti ao jogo Atlético-MG 0 x 2 Coritiba, pela Copa do Brasil Sub-20 e fiquei vivamente bem impressionado e com algum entusiasmo.
Os nossos jovens fizeram uma apresentação primorosa, com destaques não só individuais como táticos – as cobranças de escanteio claramente treinadas e sempre levando perigo, tanto que um dos gols saiu assim – e anímicos.
É difícil destacar um jogador mais do que o outro e confesso que, ainda não conhecendo os piás, que hoje vi pela primeira vez (exceto o Thalisson), algumas vezes me confundi quanto a quem seria o participante da jogada. Houve uma cobrança de falta, na segunda etapa, em que o nosso jogador (não anotei quem) com mestria colocou a bola “na gaveta” e não fosse o bom goleiro adversário teríamos aumentado o placar. Há quanto tempo não vemos no Coritiba quem saiba cobrar bem faltas?
Mas sem dúvida Thalisson, Márcio (zagueiros que só dão chutões quando inevitável), Ângelo e o serelepe Lucas Ronier se sobressaíram, com excelente atuação também da meia cancha formada por Maiky Henrique, Bernardo e Biel. O goleiro Rafael Wiliam, embora quase tenha feito uma “presepada”, foi fundamental nos minutos iniciais quando fez duas defesas difíceis em lances que poderiam ter permitido a abertura do placar pelos mineiros.
Foi só um jogo, eu sei, mas como a primeira impressão é a que fica, estou confiante de que temos uma geração de futuro para o Coritiba. Claro que nem todos confirmarão, isso é natural. Alguns poderão sentir a camisa titular e fraquejar, mas se o jogo de hoje valer creio que teremos alegrias com esses meninos. Penso que, a partir dessa apresentação, e se os jovens confirmarem que são realmente o que vimos, o Morínigo saberá e deverá usá-los aos poucos, transformando o time que vemos hoje sem qualidade em uma equipe confiável.
Depois de tantas notícias ruins sobre o nosso Coritiba, um raio de luz se descortina com essa geração da base. Torçamos para que se confirme e que a impressão deixada hoje seja duradoura.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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