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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Talvez o time ainda nos dê alegrias.

Calma pessoal, antes de me atirarem pedras deixem explicar o título da coluna. É regra de redação não dar títulos muito longos a textos para não desanimar o leitor ou de modo a fazer com que ele não leia o conteúdo pois o título parece conter tudo.

Por isso não completei a frase: Talvez o time ainda nos dê algumas alegrias...na série C!

Pois é amigos, do modo como as coisas estão se conduzindo no Coritiba tudo indica que um novo rebaixamento pode estar mais perto do que eventual retorno à primeira divisão.

Ontem mais uma vez o Coritiba foi um desastre. Não fosse uma bola mandada na trave, encerraria o jogo sem nenhuma chance efetiva de gol. No primeiro gol do adversário a repetição da mesma falha ocorrida no jogo contra o Maringá, qual seja falta de marcação para o cabeceio do adversário. No segundo gol nossos jogadores só faltaram pedir autógrafo para o adversário, não lembrando sequer que faltas, quando não desleais, fazem parte do jogo.

Perdemos para um time que nada mais é do que medíocre, o que nos coloca abaixo da linha de mediocridade. E chama a atenção o fato de que neste ano enfrentamos um time da série A que jogou com os seus aspirantes, e três da série B, Londrina, Goiás e Paraná, ganhando só uma, ou seja, não temos time nem para a série B.

Uma palavra sobre a direção do Coritiba.

No dia 10 de dezembro último, tão logo eleita a atual direção, com pouco mais de um terço dos votos – o que não a deslegitima, mas mostra que a maioria dos associados não a queria – escrevi coluna com o título “Cem dias” (veja aqui), dizendo que tal como é comum na avaliação dos governantes, os dirigentes que chegavam teriam uma carência de cem dias para começar a mostrar resultados. Pois se passaram os cem dias e os resultados são pífios. Poderia não ter havido ainda sucesso total, seria compreensivo, mas o que a realidade tem mostrado é que nada andou e quando andou foi para trás com as inexplicáveis “contratações pontuais”.

Tenho visto o presidente Samir sempre vestido com a camisa do clube e esses dias rezou de mãos dadas com os jogadores no vestiário. Se ele pensa que com isso estará conquistando coração e mentes e levará o Coritiba ao sucesso, saiba que não só é pouco como é um procedimento imaturo e não de líder como deve ser um presidente de clube de futebol da grandeza (histórica, não nos últimos tempos) do Coritiba.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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