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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Time pesado e arbitragens.



Ontem nada mais do que o esperado. Um time forte, com elenco que propicia jogar com várias alternativas, contra um fraco, que não dá esperanças quanto ao futuro.

Diferença marcante nos dois jogos contra o Flamengo foi ver que enquanto este tem jogadas velozes, o nosso é pesado, lento e um dos poucos velozes, o Igor Paixão, nada mais é do que um peladeiro que em certos momentos até parece descompromissado com o jogo.

Mas não é para menos, considerando o número de veteranos que temos, em especial na meia cancha, o Willian Farias, que em poucos minutos de jogo já parece cansado (sempre com cara de brabo como se isso assustasse o adversário), ontem teve uma atuação desastrosa. A ele se soma o Robinho, que nem mobilidade tem mais. Temos que considerar que o Rafinha, ainda que venha jogando bem, também tem idade alta e não consegue participar de uma partida completa.

Sobre esses, tudo indica que as contratações decorreram de sonho de repetir o forte time de 2011/2012, sem se dar conta que dez anos se passaram e isso pesa em qualquer jogador de futebol. Não há como buscar no passado um time renovado, isso é ilusão e saudosismo inútil.

É certo que nas outras posições os jogadores estão na média de idade geral no futebol – alguns bem abaixo, mas praticamente sem chances no time principal – mas também é certo que são “pesados”, lentos e não têm vibração, desde o emburrado Wilson até os inoperantes Waguininho e Dalberto.

Enfim, nós aqui e a torcida em geral dizemos há tempo que não há como prosseguir com um time assim, de modo que a comissão técnica tem que acordar para essas carências e tentar outras escalações com o elenco que temos, já que nossas finanças não permitem contratar melhor.

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O Coritiba não perdeu ontem por causa da arbitragem e nem empatou com o Londrina e nem foi derrotado pelo o Botafogo por causa das arbitragens, mas também por elas nos dois últimos casos.

Erros grosseiros que sendo sucessivos parecem mostrar que o Coritiba não é visto com respeito pela CBF, sendo tratado como um clube de segunda linha.

É hora de o Vilson Ribeiro de Andrade entrar em campo, pois como integrou a comissão da seleção brasileira em 2014, certamente deve ter contatos na CBF e conhecer os seus subterrâneos.

Ah, e como passou a ser o responsável pelo futebol o clube, poderia dar um pontapé na porta do vestiário (atenção apressados, é apenas uma figura de linguagem) e cobrar menos apatia de alguns.


Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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