Tópicos de final de semana
Jogos do campeonato paranaense
Os amigos que me distinguem com a leitura e comentários deste blog devem ter percebido que não analiso os jogos do Coritiba no campeonato paranaense, salvo com algumas referências. A explicação é simples: em que pese todos os meus apelos nos últimos anos, a Net e a Sky não se dignam a transmitir os jogos do estadual paranaense para o RGS, embora seja do Coritiba a quarta maior torcida deste Estado conforme pesquisa LanceNet/Ibope, já divulgada pelos Coxanautas, a conferir em http://www.lancenet.com.br/noticias/10-08-16/809096.stm. Assim, como acompanho os jogos pelo rádio, penso que seria um tanto temerário fazer comentários com base na opinião dos outros e não nas minhas impressões. Este mês vou dar uma chegada em Curitiba em um final de semana, daí então direi o que achei do atual Coritiba vendo-o ao vivo. Para o campeonato brasileiro prometo minhas impressões pessoais sobre o time.
A propósito da pesquisa referida, nos próximos dias a encaminharei para todos os órgãos de comunicação esportiva de Porto Alegre, pois embora seja triste dizer, a verdade é que por aqui ignoram solenemente o Coritiba (não ignoraram no fatídico 06 de dezembro de 2009...). Espero que, refletindo sobre o resultado da pesquisa, pelo menos por razões mercadológicas passem a nos dar espaços.
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Dois pesos e duas medidas.
Nos últimos dias acompanhei o noticiário e os debates nas redes nacionais de televisão sobre a reação da torcida do Corinthians em razão da vexatória derrota para o inexpressivo Tolima.
Todos os comentaristas reprovaram, com razão, a violência de marginais travestidos de torcedores que atacaram o centro de treinamento e o ônibus do clube e, não fossem medidas de segurança tomadas, certamente agrediriam pessoalmente os jogadores.
E todos os comunicadores, também com razão, disseram, repetiram e reiteraram alto e bom som que deveria ficar claro que se tratava de uma minoria que não representava a verdadeira torcida do Corinthians, constituída, em sua maioria, por pessoas ordeiras e pacíficas.
A cada comentário que ouvia lembrava-me do fatídico 06 de dezembro de 2009 e os dias que se seguiram, quando a reprovação para a atitude de uma aloprada minoria de nossa torcida – muito menor do que a corintiana desta semana – totalmente reprovável também, mas ninguém, nenhum comentarista nacional e até mesmo alguns locais, fez qualquer ressalva parecida à que se fez agora. Falou-se sempre genericamente na “torcida do Coritiba”, com o se todos nós, eu, meu filho, meu neto e você leitor, tivéssemos participado da baderna. “Tem que punir exemplarmente essa torcida”, bradavam, alguns quase que espumando pelo canto da boca. Alguns pugnavam pelo rebaixamento à série C, outros vibravam entendendo que era o nosso fim. Compreensão, atenuantes, ressalvas, nem pensar. Pena máxima e inédita.
Rigor absoluto, ao contrário do que se viu agora em favor do Corinthians. O que mudou? A consciência das pessoas? Os conceitos de moralidade? Ou a influência do Ibope?
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Ganhei uma aposta
No dia 15 de janeiro último postei a coluna “Duas apostas” e no dia 06 deste mês ganhei a segunda, embora a menos importante. Alex não virá mais para o Coritiba, embora os olhares sedutores que lançava para iludidos torcedores. Se vier depois do novo contrato que firmou, aí não nos servirá mais, pois será quando a idade estará pesando de modo a ser apenas um jogador honorário ou remido.
Espero que a aposta menos importante ganha seja um prenúncio de que acertarei a primeira aposta, esta sim fundamental.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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