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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

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- A nossa derrota de ontem foi justa. O adversário é o atual melhor time do Brasil. E embora não seja imbatível, nós facilitamos pois jogamos mal e em parte fomos mal escalados e esquematizados.

-Como parece difícil a comissão técnica ver que o Robinho é jogador para participar só dos minutos finais das partidas. Ontem mais uma vez andou em campo. Sem preparo físico não há técnica que possa ser mostrada, se é que ainda a tem.

-Em onze partidas disputadas tomamos quatorze gols. Só não os sofremos nos jogos contra o Goiás e o América-MG, neste com outra zaga que não a que vem atuando como titular. Algo deve ser feito, ou mudar a formação da zaga (ontem o Castan foi muito bem) ou a forma de proteção que deve ser dada pelos volantes defensivos.

-No ano passado, raras vezes tivemos jogadores afastados por lesões não decorrentes de traumas ou contusões. Casos de distensão, estiramento ou edema muscular eram raros. Neste ano os casos de lesões desse tipo se multiplicam, em que pese estejamos disputando somente um campeonato. O que estará ocorrendo? Será que somente a mudança de um membro da equipe de preparação física explica o fenômeno?

-De acordo com as instruções da FIFA, não há mais diferença entre mão na bola e bola na mão para efeito de marcar penalidade, salvo se, nesta última hipótese, a bola tiver antes batido em outra parte do corpo do jogador. Não vi que assim tivesse acontecido no lance em que a torcida reclamou, acho que com razão, pela não marcação de pênalti. De observar que estava no comando do VAR o mesmo árbitro que em 2014 apitou o seu primeiro jogo de destaque, Flamengo x Coritiba pela Copa do Brasil, com os cariocas precisando vencer por pelos menos três gols de diferença e ele contemplando o time carioca com dois pênaltis inexistentes.

-Um espetáculo saber que o público presente ao estádio foi de mais de trinta mil e que ultrapassamos, com sobras, a marca dos quarenta mil associados. Nossa torcida está sendo dando um show de fidelidade, esperemos que o time volte a corresponder em campo.

-Por fim, a nota triste da noite foi o tumulto fora do estádio, ao que se sabe originado pela torcida organizada do Palmeiras, mas que contaminou torcedores pacíficos que estavam dentro. Como nada aconteceu ou se originou dentro do estádio, certamente a CBF não irá nos punir (em que pese o desejo de um conhecido jornalista local). Mas ainda assim é lamentável que seguidamente em jogos no Couto Pereira haja algum incidente, mesmo que o de ontem não tivesse sido provocado pela nossa torcida.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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