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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Um ano para não esquecer e outras questões.



É lugar comum, quando algo dá errado ou ocorre uma tragédia, afirmar que a data ou o período devem ser esquecidos.

Pois para nós, coritibanos, o ano de 2018 nunca deverá ser esquecido, tanto pelo amargor que nos trouxe como na esperança de que pelo menos tenha servido de lição.

Fracasso no campeonato estadual, com derrotas vexatórias e perda do título para os aspirantes do rival. Fracasso na Copa do Brasil, com eliminação na terceira rodada, passando pela primeira com muita dificuldade diante de um time semiamador do frágil futebol do Piauí. E o que mais nos marcou, fracasso na tentativa de retornar à série A do campeonato brasileiro, também com resultados vexatórios (Sampaio Côrrea, por exemplo), terminando o ano no modestíssimo 10º lugar, em que pese fosse o clube com o maior orçamento dentre os disputantes.

Foi um ano, enfim, em que nenhum crescimento obtivemos, pelo contrário, e que se eventualmente algo de positivo ocorreu na parte administrativa do clube, ficou escondido e em segundo plano diante do fracasso em campo.

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A contratação do Felipe Mattioni até hoje é a única notícia de novidade para o ano que vem. Eu o observei em três jogos do campeonato gaúcho, atuando pelo Veranópolis, no primeiro semestre, e então me pareceu um bom jogador. No jogo contra o Grêmio, vencido por 2 x 1, ele foi improvisado como meia e não só atuou bem como fez um belo gol. Nada tem de excepcional e não vi nenhum dos jogos pelo Juventude, de modo que não sei como está. Mas parece-me que pode se encaixar no até agora limitado elenco do Coritiba e talvez seja uma boa aposta. Vejamos.

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Transita uma notícia de que a loja do Coritiba estaria com dificuldades de fluxo de caixa, e que teria sido socorrida pela torcida organizada Império Alviverde, a qual realizou um bazar para captar recursos e ajudar. Se for verdade, e pelas fontes parece que sim, sem dúvida a situação está pior do que se imaginava.

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Se nada de expressivo acontecer com o Coritiba, devo voltar a este espaço somente quando do campeonato estadual. Despeço-me dos amigos agradecendo o prestígio da leitura durante o ano e os comentários sempre de valor para as minhas reflexões, ao tempo em que desejo que todos tenha um feliz Natal e um ano novo próspero e feliz (inclusive no futebol, se não for desejar muito).

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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