Um degrau.
Claro que não podemos negar que não se tratava de um adversário muito forte e que veio com uma escalação alternativa justificada pelo desgaste sofrido na Copa Sul-Americana, mas também não podemos esquecer que o Coritiba não vinha bem nem mesmo contra adversários teoricamente frágeis.
O que chamou a atenção na apresentação de ontem foram as expectativas decorrentes da entrada de alguns jogadores. O goleiro Gabriel se mostrou seguro e com personalidade e a zaga melhorou com o ingresso do Chancellor. Robinho, dentro do tempo em que aguenta correr, foi decisivo nas jogadas de ambos os gols, enquanto Jesús Trindade foi muito eficiente mostrando como característica a sobriedade (a apresentação de ontem dele com o Bruno Gomes não permitiu que se sentisse a falta do Willian Farias). Por fim, Alef Manga eficiente e decisivo no primeiro gol, a partir do qual a equipe melhorou, e Fabrício Daniel muito bem na movimentação e no que é mais importante em qualquer jogo, marcando o gol.
É certo que nem tudo foi positivo, uma vez que as atuações do Tony Anderson e do Adrian Martinez não se mostraram no mesmo nível. Aquele foi pouco participativo e mais uma vez mostrou-se violento nas disputas com os adversários, até parecendo que quer ser expulso. E o argentino atuou mais como um “peladeiro”, correndo o tempo todo, mas quase nada produzindo.,
O caminho que temos pela frente é difícil. De um lado o grupo dos “rebaixáveis” está menor, com alguns se desgarrando das últimas posições e deixando a disputa para poucos, e de outro ainda temos que superar a questão de não pontuar fora de casa sem que dificilmente poderemos escapar. O plantel é o que temos, com algumas limitações e alguns por demais veteranos (no ano que vem temos que mudar essa linha de contratações), mas vamos confiar que ontem foi o início de um novo caminho e degrau por degrau vamos nos afastar da catástrofe do rebaixamento.O time não precisa ser exuberante e nem tentar dar show, basta se eficiente e seguro.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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