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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Um dos jogos mais emocionantes que assisti.

Um dos jogos mais emocionantes que assisti.
Aproveitando o vazio que a falta de jogos nos traz, vou relembrar hoje um dos jogos do Coritiba mais emocionantes dentre tantos que vi.

Em 1998 o Coritiba fez uma campanha extraordinária no campeonato brasileiro, terminando em terceiro lugar na primeira fase que, deve ser ressaltado, era por pontos corridos. No final teve a marca de ter sido a equipe que menos perdeu no campeonato.

No dia 18 de outubro daquele ano o Coritiba enfrentou, em casa, o São Paulo, ocasião em que, animada pela excelente campanha do clube, a torcida lotou de tal maneira o estádio que desistiram de computar o público nas bilheterias, estimando-se que 68 mil entraram no estádio, ocupando até mesmo as torres de iluminação. Milhares ficaram na rua, o que gerou tumulto, obrigando intervenção policial.

Pois naquele jogo o São Paulo abriu o placar aos 15 minutos da primeira etapa e o Coritiba empatou aos 30 minutos, com gol de Sandoval. Na segunda etapa Struway desempatou com um golaço. Ainda tivemos um pênalti, mas o Rogério, goleiro do São Paulo, defendeu.

Infelizmente, por fatos que ainda pairam nebulosos – há quem diga que discussão sobre “bicho” no vestiário - na fase final o Coritiba foi eliminado ao sofrer derrota para a Portuguesa, em São Paulo, por 3 x 1. No segundo jogo, em Curitiba, bastava uma vitória com dois gols de diferença, os quais o Coritiba marcou, mas no final inexplicavelmente teve um apagão e sofreu o empate. De ressaltar que quando estava 2 x 0, em um contra-ataque, Claudinho, ex-Paraná, em lugar de passar a bola para o Cléber que entrava livre, quis fazer uma jogada “de placa”, tentando encobrir o adversário. O seu preciosismo e egoísmo certamente foi causa que concorreu para o mau resultado.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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