Um massacre.
O Coritiba de ontem, contra o Santos, pela Copa do Brasil, mostrou-se como aquele time dos tempos áureos e que esperamos que estejam voltando.
Massacrou ao adversário na primeira etapa e dominou na segunda, tendo chances de gol que foram evitadas por uma extraordinária atuação do goleiro santista. Durante todo o jogo foram nada menos do que vinte e três chutes em gol, com onze deles em clara situação de marcar, não fossem as defesas milagrosas do goleiro.
Quase todo o time atuou muito bem, a partir do Mateus Alexandre, complementado pelo ontem surpreendente e seguro Biro que anulou os ataques santistas pelo seu lado. Da zaga basta dizer que o Alex Muralha não precisou fazer nenhuma defesa difícil. Uma exuberante atuação do Willian Farias, que além de dar o preciso lançamento para o Alef Manga marcar o nosso gol, criou uma chance clara, com um chute que não resultou em marcação pela espetacular defesa do já tantas vezes referido goleiro adversário, o personagem do jogo pelo lado santista. Andrey e Régis muito bem, o último mostrando que se tivesse sido a opção de substituição no jogo anterior o resultado poderia ter sido outro. Clayton é um centroavante diferente do Léo Gamalho, pois embora nem sempre esteja colocado para receber a bola, sabe como poucos se deslocar e abrir espaços. Achei o Igor Paixão um pouco abaixo do que vinha demonstrando. E o Robinho, o mesmo de sempre, sua entrada nada soma e diminui o ritmo do time. É certo que o Régis pediu para sair por se sentir sem forças, mas haviam outras opções no banco de reservas. Espero que assim como aconteceu com o Bochecha e o Mateus Sales, a comissão técnica veja que o Robinho passa muito longe de um time que tem alguns sonhos na série A do campeonato brasileiro
Nos primeiros minutos de ontem lembrei da goleada que impusemos ao Palmeiras em 2011, por 6 x 0, mas desta vez as nuances do futebol não nos favoreceram com um placar mais justo. Naquela época, infelizmente não soubemos manter as esperanças acendidas no biênio 2011/2012, mas espero que o bom momento do time seja mantido, o que sem dúvida exigirá esforço e atenção permanentes, pois em futebol os momentos – bons ou maus – muitas vezes são efêmeros. Muito importante é saber ter regularidade. O time está bem composto, ainda que nem todas as posições disponham de reservas à altura, e sinto que podemos confiar que 2022 será melhor, continuando o caminho de recuperação do nosso amado clube.
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O aluguel de carteira social.
Vi em algumas publicações nas redes sociais ofertas de aluguel da carteira de sócio do Coritiba, em razão de o titular não poder ir ao jogo. Não bastasse a constatação de que alguns se associavam, pagavam um mês e assistiam a vários jogos para depois não continuar, agora temos os locadores de carteirinha. Realmente a “Lei de Gérson” está em pleno vigor.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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