Um olho no peixe e outro no gato.
Será porque houve alguma chamada forte no vestiário? Ou a escalação de hoje foi mais apropriada? Ou a estreia do Leandro Damião concorreu para o ânimo da equipe, que desta vez não se mostrou apática? Enfim, algo mudou, e felizmente para melhor. Futebol tem seus mistérios e desígnios, mas nada que afaste a necessidade de alcançar sucesso com trabalho bem direcionado.
Escaldados como estamos desde 2017, vamos torcer para que enfim o time tenha se ajustado e siga em frente no campeonato estadual, preparando-se para ter boa campanha no nacional da série B, mas ainda com um olho no gato e outro no peixe, pois nos últimos anos incontáveis vezes nos entusiasmamos com a equipe para logo adiante cair na triste realidade da mediocridade e do fracasso.
O jogo de hoje não pode servir para mascarar as deficiências do time, que se divide entre bons, razoáveis e maus jogadores. Mas grande parte do elenco tem potencial e, se bem dirigido e jogando com disposição como fez hoje, mesmo com o calorão que fazia em Cianorte, poderá ter resultados positivos. Se o jogo de hoje está mostrando um novo caminho, é bem possível que o time chegue à final do estadual e até o conquiste, marchando então para a principal missão do ano, que é recuperar lugar na série A do campeonato nacional e dele nunca mais sair.
Mas, como disse antes, por tudo o que já passamos desde 2017 – quando chegamos a estar entre os líderes nas primeiras rodadas e fomos rebaixados ao final – dá para ter esperança, mas sempre contendo o entusiasmo, pois prudência e consciência dos próprios limites nunca são demais.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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