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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Uma derrota satisfatória?


Terminado o clássico de ontem, decidido em detalhe para o qual colaborou o azar de a bola ter sido propiciada ao atleticano por força de um desvio involuntário, os comentários quase unânimes foram de um certo alívio, pois pelo menos o Coritiba se mostrara diferente do que vinha apresentado e fizera uma boa partida.

E realmente fez. Foi um time diferente, jogou de igual para igual, não venceu em razão de detalhe favorecer a eles e não a nós, mas, diante dos antecedentes, é cedo para saber se foi mesmo uma evolução, se foi a condição anímica comum em clássicos, se o rival não é o tanto que apregoa ser ou se foi uma exibição acidental. Vamos torcer para que a apresentação de ontem, embora o resultado, tenha sido mostra de evolução e que consigamos reverter a situação.

Mas amigos, após essas reflexões outra me veio à mente. A que ponto o nosso time chegou quando, mesmo na derrota, podemos nos dar por um pouco satisfeitos. Em outros tempos o mundo teria caído, pois sempre é sofrido e quase inadmissível perder atletibas. É o ponto a que nos levou essa diretoria de inexperientes que se consideram senhores da verdade e que o Coritiba nasceu com eles. Ah, e esse relógio do site que parece não andar...


Quero finalizar com duas observações.

A primeira sobre o Tiago Lopes. Realmente o rapaz é ruim, uma pena que o Rafinha não pudesse ter suportado continuar, pois a entrada daquele fez cair a produção do time. Foi muito azar, em que pese entenda que a condição física do Rafinha tinha que ser preservada para o outro jogo. Embora no banco não houvesse opção muito melhor – Luiz Henrique e Rui – é certo que o treinador não optaria por arriscar com nenhum, pois tem certa fixação nas “qualidades” do Tiago Lopes.

A outra é uma aposta que quero fazer com os amigos. Como sempre, o presidente só aparece na mídia oficial do clube, se é que já apareceu, pois nas derrotas nunca o vemos. Querem apostar que se conseguirmos uma virada e o título ele estará em todas emissoras de rádio e TV e jornais, tal como ocorreu quando retornamos para a série A?

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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