Uma vitória para enganar.
Poderia se dizer que o time do Coritiba foi Rodrigão, Muralha e mais nove. Não fossem esses dois talvez estivéssemos lamentando uma derrota.
Claro que sempre ficamos contentes com qualquer vitória, mas, para quem olha para a frente e pensa no que interessa mesmo, que é o retorno à série A do campeonato brasileiro, se houvesse derrota talvez pudéssemos dizer que teria sido melhor perder para que sejam mostradas em tempo as deficiências da equipe. Mas como com vitória ou derrota a direção do Coritiba não acerta a mão nas contratações – e talvez tudo ficasse na mesma - vamos nos contentar com o resultado, pois pelo menos temos chance de ainda jogar algumas partidas antes de se iniciar o campeonato brasileiro, no qual o sucesso, a se manter o que temos visto, não parece próximo.
Voltando ao jogo, o destaque do time e do jogo foi o Rodrigão, com um gol e dois lances que não redundaram em outro por detalhe, sem contar o lance do gol anulado por estar impedido. Depois do nosso gol, quando o Coritiba cedeu espaço e foi dominado pelo Paraná, se destacou o Muralha, com duas defesas fundamentais que evitaram a derrota ou pelo menos um empate. No mais, Giovani foi satisfatório, assim como um pouco o Juan Alano. Dos demais ninguém fez mais do pouco que sempre vinha fazendo e fiquei um pouco preocupado com a má entrada do Luíz Henrique, anunciado na TV como um jovem com muito futuro, mas que não correspondeu (chegou a errar uma matada de bola, usando a canela).
Enfim, amigos, talvez possamos conquistar a Taça Dirceu Krüger (importante para nós pelo simbolismo que o troféu carrega) e talvez ainda o título estadual, muito também em razão da má qualificação dos adversários e de o rival estar jogando “às brincas” com seu time alternativo. Sempre será bom mais um título, mas mesmo que venha, com o que a equipe mostrou até agora não dá para se entusiasmar e crer que será neste ano que retornaremos para a primeira divisão.
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Anedota.
Comenta-se que perguntaram ao Krüger como seria uma partida entre o time da época em que ele jogou e o atual Coritiba.
- Ganharíamos de 1 x 0.
- Só 1 x 0? Perguntou o repórter.
- Sim, não esqueça que estamos todos com mais de 65 anos de idade.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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