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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Vamos tratar de nos garantir na série B.

A exibições e resultados do time do Coritiba neste ano não permitem nenhuma esperança de sucesso. O elenco é ruim, em alguns quesitos muito ruim, e já não acredito mais que possamos chegar à série A, infelizmente.

Só um milagre – e não vejo no Coritiba algum santo milagroso – poderá fazer com que o atual time consiga jogar bola e chegar no topo da tabela. Então vamos tratar de pontuar de modo suficiente para ficar na série B. É o que nos resta.

Quem viu os jogos deste ano certamente concorda. Qual foi a partida em que o Coritiba atuou bem, salvo uma contra o modesto Cianorte? Contra o Guarany e o Novorizontino, para ficar nos últimos jogos, tivemos apresentações pífias, dignas de futebol de pelada. Os lances do Natanael e do David chutando a bola na arquibancada no último jogo são emblemáticos e mostram a desqualificação do time.

A propósito, como é possível que 50% dos diretos federativos do David da Hora possam ter custado quatro milhões de reais? Tem razão o bardo inglês quando diz que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Eu estou cansado de escrever, desde 2017, só sobre fracassos e más apresentações. Desisti, e por isso vou ficando por aqui, pois não tenho mais o que dizer sem ser repetitivo. Espero que o time me traga motivos para voltar a escrever positivamente, mas a prevalecer o elenco atual, acho muito difícil. Não há comando técnico que possa fazer tantos pernas-de-pau joguem o que conhecemos como futebol.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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