Vergonha em dose dupla.
Sem nada no aspecto coletivo, a demonstrar que sai treinador e entra treinador e continuamos na mesma, na questão individual foi muito difícil ver hoje qualquer um pelo menos razoável. Zaga repetindo falhas, agravadas pela escalação do Romércio. Lateral esquerdo que mostrou ser pior do que o substituído e nem parar em pé bem consegue. Meia cancha totalmente improdutiva, na qual se destaca – visualmente, fique claro – a permanente circunstância de fora de forma do Giovani. E ataque no qual quem foi destaque até há uns meses hoje é um improdutivo sobrepeso. Refiro só esses para não me alongar, mas ninguém se salvou, assim como vem ocorrendo nos últimos jogos com a maioria dos nossos supostos jogadores.
A volta do Coritiba à série A do campeonato brasileiro já se afasta da mera dificuldade para cada vez mais se aproximar da impossibilidade.
Mas não contente em fazer papelão em campo, os eleitores da atual diretoria mais uma vez nos envergonharam com suas atitudes violentas dentro e fora do estádio. Dentro obrigando o jogo a ficar paralisado por largo tempo, o que certamente será notícia em todo o Brasil e o Coritiba pisoteado com a sempre lembrança da mídia do episódio de 2009, protagonizado pelo mesmo bando de se dizentes torcedores. E fora de campo, conforme vários vídeos que recebi, promovendo arruaças e agressões em conduta típica de bandidos e não de torcedores.
Porém, por lamentável e grave que seja, o fato não pode servir como cortina de fumaça para esconder o verdadeiro e maior problema do Coritiba, qual seja a sua incompetente administração, que está nos levando para fossos cujo fundo parece sempre aumentar. Não vejo, com esse grupo que está aí, perspectivas de solução para o Coritiba. E como o pedido de “impeachment” do ano passado não prosperou, o negócio é torcer para que o Coritiba pelo menos se mantenha vivo até que uma reestruturação ou refundação aconteçam através de outros nomes.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (33)
