Vexames.
Gostaria muito de estar escrevendo sobre um bom atletiba, especialmente com uma vitória nossa.
Mas não, terei que me cingir aos vexames protagonizados pelas duas equipes, e outros dois extracampo.
O jogo foi o que se pode chamar de “horrível”. A bola, coitada, foi maltratada pelos dois times. Ninguém se sobressaiu.
O Coritiba começou o jogo com três volantes e nenhum armador, erro que o Mozart poderia ter corrigido ainda em tempo quando um atleticano foi expulso. Haviam decorrido 32 minutos de partida e havia tempo suficiente para tentar mudar o jogo, mas o técnico só foi mexer na meia-cancha na segunda etapa, usando o Josué e desqualificado Bianqui.
Nem há o que falar sobre um jogo tal como foi o de ontem. Se nada for feito, repetiremos a campanha de 2024.
O segundo vexame foi o “quebra-pau” que ocorreu após o jogo, envolvendo quase todos os jogadores dos dois times, com nove expulsos além dos dois no decorrer da partida.
Com tristeza vejo nas redes sociais torcedores vibrando porque nós teríamos “vencido” a briga e porque um dos nossos jogadores se destacou batendo muito nos adversários. Nem sei o que dizer em relação ao futebol que pessoas assim idealizam.
Ainda bem que o jogo e o que ocorreu depois não foram transmitidos em rede nacional, pois apequenou o já carente futebol paranaense.
Outro vexame, este antecedendo ao atletiba, foi a ação da torcida organizada se reunindo com os jogadores para apresentar-lhes uma cartilha de conduta, aliás ridícula. A direção não deveria ter permitido tal ação coercitiva. Quem deve comandar os atletas e motivá-los são a direção e a comissão técnica, e não uma torcida organizada que, se faz bela festa nas arquibancadas, no mais só nos deu prejuízo com perdas de mando de campo e com nossa imagem. Sem contar o prejuízo financeiro, pois os seus integrantes não consomem produtos oficiais do Coritiba, mas o que eles próprio confeccionam e vendem.
Lembro do que disse uma vez o saudoso Carlos Alberto Pessoa “a império torce para...a império”.
Por fim, para fechar a triste tarde/noite de ontem, tivemos o episodio de um repulsivo ato racista por parte de um torcedor nosso. Aliás, mais um fato a atingir a nossa combalida imagem. A direção tem que identificar o criminoso e excluí-lo de participação em jogos do Coritiba. É o que se espera enquanto não houver punição na esfera penal.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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