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ConfabolandoGibran Mendes

Te vi na TV



Setores da torcida Coxa-Branca têm por mania, até intrínseca, reclamar de tudo e de todos. Desde a pintura da rua Mauá, passando pelo estádio e pela voz de qualquer narrador, terminando em qualquer ação administrativa. Não que não devamos ser críticos, mas há que tomar o cuidado para não reclamar sem antes olhar para o próprio umbigo. Mas, sem dúvida, boa parte das críticas recai sobre a imprensa e os veículos de comunicação.

Sempre fui combativo com relação a esta prática. Os jornalistas, em sua maioria, nada mais transmitem que os fatos. Se algo é notícia, não há como reclamar. Foi assim com o Eternamente 75% Coxa, com a queda e a sequências de desastres que a sucedeu e agora com a cobertura do aniversário do clube.

Quando tinha pouco mais de 7 anos meu pai, também jornalista, já dava-me a primeira lição, a básica das básicas: “Se o cachorro morde um homem, isso não é notícia. Mas se o homem morde o cachorro, aí sim, isso é notícia”.

Pois bem, depois deste pequeno prólogo, trago estatísticas interessantes que li no blog Teoria dos Jogos, de Vinícius Paiva, hospedado no globoesporte.com. Trata-se do número de transmissões e o total de horas de exposição que os clubes tiveram, sem contar a Série A, envolvendo diversas redes de televisão.

Com 38 transmissões Santos e Vasco ficaram empatados em primeiro lugar. O terceiro do ranking, pasmem, foi o Coritiba com 26 jogos seguido por Flamengo e São Paulo com 24 e Palmeiras com 23. A lista, quantitativa, leva em conta somente as transmissões, sejam elas nacionais ou locais.

O número é impressionante e demonstra com clareza que o Coritiba e sua torcida não podem ficar choramingando o fato de não terem o retorno de mídia ou a cobertura da imprensa que julgariam ideal. Embora, sim, já tenha sido prejudicado inclusive pela hoje aliada CBF, o Coxa não pode ficar reclamando eternamente. Até mesmo, porque ao culpar os outros por tudo e todos, não percebe os próprios e erros e desta forma não há como evoluir.

Meu sogro diz que não existe mau funcionário, mas sim mau chefe. O mesmo vale nesta situação. Seremos reflexo nos veículos de comunicação de nossas próprias atitudes.
Portanto, o Coxa deve é buscar um processo de evolução contínua e constante, para que de coadjuvantes, possamos passar a atores do primeiro escalão nas novelas do futebol nacional. Com bons resultados dentro de campo a cobertura e o reconhecimento serão apenas consequência. Sem mistérios, simples assim.
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