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De Boca AbertaMônica Kosminski

Agora é que são elas!



Limpar a casa, cozinhar, cuidar dos filhos e ser submissa ao marido: este era o papel da mulher na sociedade de antigamente. A mulher desde as sociedades mais antigas foi considerada a parte frágil da espécie, acreditando-se que era incapaz de tomar a direção e o comando da família. Baseado em sua força física o homem assumiu o poder na sociedade em todos os âmbitos, ficando enclausurado o papel da mulher no reduto doméstico.

Esta situação de submissão e incapacidade se perdurou por muito tempo, mas a história começou a mudar nas últimas décadas. A existência efetiva do avanço da mulher na sociedade atual pode ser comprovada se observarmos como a mulher vem sobrepujando o cenário político e econômico.

Galgando obstáculos e preconceitos a mulher vem destacando-se também no futebol. Esporte considerado até pouco tempo categoricamente masculino vem cedendo espaço às graças femininas.

Enfrentando tudo aquilo que poderia lhe atrapalhar, o primeiro jogo de futebol feminino acontece em Londres, em 1898 entre Inglaterra e Escócia. Já no Brasil a primeira partida foi em 1921 em São Paulo, entre catarinenses e tremembeenses.

Durante o governo de Getúlio Vargas o futebol começou a passar pelo processo de profissionalização e já de início a mulher foi exceptuada do esporte. No artigo 54 do Decreto-Lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941 dizia: “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com a condição de sua natureza”.

O futebol feminino só começou a se consolidar na década de 80, quando empresas iniciaram os patrocínios para algumas equipes. Na mesma década o Brasil conquistou o Women´s Cup of Spain, o que fomentou o surgimento de novos clubes. Em 1987 a CBF já havia cadastrado 40 mil jogadoras!

Infelizmente o esporte até hoje sofre preconceitos, acreditando-se que as mulheres que estão no meio futebolístico ou são “marias-chuteiras” ou homossexuais.

Apesar da falta de investimento público e privado e de uma boa entidade organizadora, se as mulheres continuarem no ritmo que vem crescendo em todas as áreas... Homens, cuidado! Aí vamos nós!
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