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Elizeu
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Análise de Fantasma X Coxa com a cabeça mais fria

Um empate.

Um 0 X 0.

Analisando pelo resultado em si, obviamente que não foi tão ruim assim. Afinal o jogo foi fora de casa e contra uma equipe que vem treinando a 5 meses. É lógico que nem todos os atletas que atuaram pelo Fantasma estavam treinando desde setembro. Alguns chegaram por lá a pouco tempo também. Mas no cômputo geral, o resultado foi, digamos, satisfatório.

Nós torcedores, no pós jogo, no calor dos acontecimentos da partida, nos posicionamos de uma forma. Já, no dia seguinte, a forma de análise pode ser outra. Mas é bom que a análise nos 15, 20 minutos ou até 2 horas após o jogo seja feita e também a análise no dia seguinte ou após alguns dias também seja feita. Quem é torcedor de verdade sabe do que estou falando.

Obviamente que todo torcedor Coxa-Branca queria que na estréia houvesse uma vitória e de preferência de modo convincente. Mas, no futebol nem sempre é assim. Ainda bem que é assim e que jamais deixará de ser assim. Começo de campeonato, início de temporada, as coisas tendem a não acontecer como nós torcedores queremos que aconteça.

Agora, o pênalti batido pelo peruano, me perdoem, foi no mínimo lastimável.

A contusão de Bonfim aconteceu em função da inexperiência dele. Jamais ele poderia entrar chutando tudo. Assistindo ao vivo pela TV quando o lance se desenhou, antes mesmo dele chegar na bola percebi o modo como o Marquinhos estava conduzindo a pelota e se encaminhando para a jogada e como Bonfim vinha se aproximando do lance. Pensei, se nosso zagueiro entrar chutando tudo vai se contundir. E não deu outra. O menino teve que deixar o gramado.

Quando o jogador do Operário deu o primeiro chute a gol perigoso, ali pelos 10 minutos de partida, me lembrei daquele chute do Eder Luiz do Vasco na final da Copa do Brasil onde o Edson Bastos titubeou no lance e o atacante vascaíno pode chutar entre três ou até quatro jogadores do Coxa. É lógico que os lances foram diferentes, mas a distância foi parecida. O chute também foi diferente. O atleta do Operário chutou por cima e Éder Luiz por baixo. E Vanderlei fez ótima defesa, diferente de Edson Bastos.

Mesmo com a cabeça fria não podemos dizer que a partida foi um jogaço. Não foi. O nível da partida ficou aquém do que poderia ter sido. E a produtividade do time coxa-branca também não foi aquele primor. Foi sofrível. E eu esperava mais do Operário de Ponta Grossa também. Um time que vem se preparando a 5 meses teria que ser pelo menos mais ousado. E não foi.

De positivo a atuação do Djair. Ele além de ajudar na combatividade participou de lances capitais no jogo, inclusive quem sofreu o pênalti foi ele. Se o defensor adversário não tivesse feito o pênalti ele ficaria em ótimas condições. Gostei da evolução que ele demonstrou. Primão também não decepcionou. Fez algumas enfiadas de bola interessantes. E esse menino, tem potencial. E pode evoluir mais. E com certeza não rendeu tudo que pode render.

Quanto aos demais atletas não dá para dizer que fizeram o que lhes cabia. Bonfim enquanto esteve no gramado não decepcionou. Vanderlei fez algumas boas defesas. Eu esperava mais de Gil e de Robinho. Início de temporada, Gil, pela sua forma de atuar, onde a força física dele prevalece, sentiu bastante a estréia em função do modo que se apresenta no gramado. Robinho poderia ter construído algumas jogadas e não foi o que fez.

Já se sabia, antes mesmo da bola rolar na estréia do campeonato paranaense que ninguém estaria 100%, mas convenhamos, a produtividade poderia ter sido melhor sim. Vamos torcer que na segunda rodada, contra o Paranavaí e em casa, o rendimento seja pelo menos 40% acima do que foi apresentado em Ponta Grossa.

E que na terceira rodada o panorama seja melhor ainda, com alguns já entrando no chamado Ritmo de Jogo e com um pouco mais de entrosamento.

Mas aí virá a quarta rodada e a falta de Ritmo de Jogo e a falta de entrosamento entrará em campo novamente. A outra leva de jogadores que ainda está em Pré-Temporada, considerados titulares, provavelmente iniciarão a partida.

Tomara que essa preparação por escalas e em partes surta resultado já no segundo turno do campeonato paranaense. Digo surta efeito no segundo turno, porque o normal nesse primeiro turno, com tantas variações na preparação, é não chegarmos próximos de um rendimento de 60%. E que pelo menos 80% possam ser atingidos na "final" do campeonato paranaense(caso estejamos na final) e que no início do campeonato brasileiro e no transcorrer do mesmo, nossos atletas se encontrem na ponta dos cascos e possam fazer com que a diferença absurda de valores dos clubes de alguns outros centros futebolísticos em relação ao nosso, seja minimizada dentro do campo.

Precisamos melhorar a produtividade na segunda rodada do paranaense e começar a vislumbrar deste modo, uma ótima participação no campeonato brasileiro de 2013. Vamos torcer para que as estratégias diferenciadas adotadas nesse início de temporada, surtam efeitos positivos e bem positivos o quanto antes e que nesse ano possamos passar a sonhar com um Bi-Campeonato Brasileiro.

Saudações Alvi-Verdes


Sobre o autor

Elizeu
Elizeu iniciou nas categorias de base do COXA no ano de 1977, conquistando os títulos de CAMPEÃO, BI-CAMPEÃO e TRI-CAMPEÃO da Copa Tribuna, fazendo parte da Seleção Paranaense de Júnior. Na sequência foi profissionalizado, tendo a honra e a alegria de ter feito parte do elenco campeão brasileiro de futebol em 1985.

Sobre o blog

Esse espaço destina-se oferece à nação Coxa-Branca. Um raio x do alvi-verde paranaense, proporcionando a oportunidade de se ter uma análise criteriosa do rendimento do Verdão do Alto da Glória.
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